quinta-feira, 1 de junho de 2017

Os estilos de cobranças de pênaltis



Não tô aqui para ensinar a ninguém como que se faz para bater um pênalti com perfeição, afinal, quando eu jogava futebol, bater penalidades nunca foi o meu forte. A cada 5 cobranças, eu errava 4 😁(kkk ) e essa é a mais pura verdade. Só me recordo de ter acertado apenas duas cobranças na minha vida toda futebolística.

Pois bem, quando um jogo ultrapassa o tempo regulamentar e a decisão fica para os pênaltis, bate aquele frio na espinha, aquela incerteza, pois dizem que tudo será decidido na "loteria".

Você deposita todas as suas esperanças naquele jogador talentoso do seu time, aquele considerado mais "classudo" e na hora do "vamô vê", pimba! Efetua aquela cobrança pífia ou displicente e joga um balde de água fria nas sua fé.

Acredito que você já deva ter percebido que nem toda batida de pênalti é igual a outra, certo?. As vezes encontramos uma tiro fantástico, ou por vezes várias cobranças ruins.

Vocês se recordam da Copa do Mundo de 2006? Nessa edição, a seleção da Suíça não conseguiu marcar um gol sequer em tempo normal, nem em tempo extra ou mesmo nas disputas de pênalti. Podem acreditar.



Você deve estar se perguntando se tem como haver uma cobrança de pênalti melhor do que a outra, sendo que ambas balançam a rede no fundo do gol da mesma forma. Mas a resposta é que elas podem ser sim. Por isso, fizemos uma lista com tipos e estilos de cobranças de penalidades, partindo do pressuposto da pior para a melhor. Acompanhem. 


Lateral do pé (chute de chapa)


Essa é a batida padrão, simples e eficiente. Dirão que cobrança boa é aquela que entra no gol e ruins aquelas que não entram, porém esse argumento é um tanto quanto ultrapassado. 




Rasteiro e forte 


A dificuldade de defesa nesse estilo é o fato da bola ir baixa e com bastante força. Lembro da pressão que o jogador Beckham sofria no momento dessa cobrança, justo por ter perdido uma contra essa mesma Argentina na copa anterior. Na dúvida, encha o pé rasteiro e com muita força. 



Sem pegar distância


Sem frescura e sem se exitar. Próximo.



Com passos curtos 


É meio que o contrário da penalidade rasteira e forte. O batedor vai em passos de tartaruga meio que saltitante. Não é uma boa penalidade por si só, mas ganha algum valor, pois irrita o goleiro e a pessoa que assiste. O batedor tem que se certificar de que o goleiro irá sair um pouco antes e deixar um dos lados livre e depois é só correr para o abraço. Porém, por outro lado, se o goleiro ficar estático e não se mexer, o resultado pode ser outro. 



Ao estilo Pressman 


Kevin Pressman foi um goleiro que adotou o que chamamos de "chutar o mais forte que puder". 
O que é bom nesse estilo é o fato de que você nem precisa ser um jogador profissional para executá-lo. Basta fechar os olhos e sentar o pé. 



Ao estilo Panenka 


No futebol, uma das coisas mais bonitas é fazer seu adversário parecer um estúpido. Qualquer um que negue isso, é um mentiroso por completo. 

O jogador da antiga Checoslováquia Antonin Panenka não só fez isso na final da Eurocopa de 1976, como fez em cima da poderosíssima Alemanha Ocidental do goleiro Sepp Maier. 

O atleta pegou aquela distância e quando chegou perto da bola, deu somente uma "cavadinha" no centro do gol e só observou o goleiro pulando para o lado desesperado. 

Não há nada como ver o goleiro virando para você com cara de estupefato, sem saber se fica com raiva ou se vai até você para te estrangular. 

No Brasil, alguns jogadores como Djalminha e Marcelinho Carioca costumavam fazer este tipo de cobrança. Já no cenário mundial, destacamos o jogador Pirlo e o craque Zidane que fez algo parecido na final da copa de 2006. 



O "um-dois" 


Alguns ainda não sabem que isso é permitido, mas está nas regras. Você poderá parecer um tolo se der errado, porém se o combinado for perfeito com seu companheiro de equipe, pode correr para o abraço. 

Uma batida ao estilo Panenka, faz o goleiro parecer um idiota. Já com o "um-dois" você constrange uma equipe inteira. A jogada foi popularizada por Johan Cruyff. 



Ao estilo Ezequiel 


Não, não é o Ezequiel que jogou no Corinthians no começo dos anos 90. Aliás nem sei se ele batia penalidades kk. Estou me referindo ao Ezequiel Calvente um jogador Espanhol que jogou nas categorias de base da seleção, mas marcou apenas um gol. Mas foi "o gol". 

Com a Espanha vencendo a Itália por 2 a 0 no Campeonato Europeu Sub-20 em 2010, houve uma penalidade e Ezequiel foi para a cobrança. 

Um jogador habilidoso poderia ter utilizado qualquer um dos estilos citados anteriormente para efetuar essa cobrança, porém Ezequiel foi além e utilizou de uma técnica nunca antes vista. 

A reação do goleiro foi do tipo "como é que ele conseguiu fazer isso?"

O atleta simplesmente concluiu a cobrança chutando com o pé de apoio. Isso mesmo, com o pé de apoio. Não tenho certeza de como ele conseguiu, o vídeo prova que ele conseguiu, só não sabemos como. 

Infelizmente esse estilo de cobrança jamais foi repetido. 




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