terça-feira, 6 de junho de 2017

Investigando se o monstro pé-grande existe



Assim como acontece com os ET's, há muitas décadas, milhares de pessoas, supostamente registram em fotos, vídeos e áudio a criatura lendária conhecida como pé-grande. Famoso por habitar a América do Norte, cientistas locais investigam a sério a sua existência.




As principais referências indicam que é um ser bípede, que mede aproximadamente 3 metros de altura e seus relatos principais vieram de tribos da América do Norte no qual muitas delas lhe chamam de "Sasquatch", que é uma derivação de Sásq'ets ( homem selvagem ) em Halkomelem, idioma dos nativos do noroeste dos EUA e do sudoeste do Canadá.

O mito se popularizou nos anos de 1950, quando uma pegada foi encontrada em Bluff Creek, na Califórnia. Já em 1967, um vídeo exibia um suposto Pé-Grande em uma praia da cidade. Nas décadas seguintes, foram 4.945 avistamentos, segundo uma organização de pesquisadores do pé-grande.

Desde 1963, cientistas de várias áreas investigam sua existência e entre os envolvidos está o antropólogo Grover Krantz ( morto em 2002 ), da Universidade do Estado de Washington, também o biólogo John Bindernagel e o especialista em locomoção de primatas Jeff Meldrum.

Krantz analisou pegadas encontradas em Bossburg, em Washington, na década de 60, e concluiu que os pés tinham projeções laterais e dedos deformados. Após outros estudos, ele defendeu que as pegadas só poderiam ser de um pé-grande.

Em 1996, na floresta de Umatilla, em Washigton também, novas pegadas chamaram atenção. Com mais de 35cm, elas indicavam movimento de corrida e estavam dispostas em um ângulo de 45 graus, sugerindo que o bicho estava olhando para trás. E o mais importante apontava que a parte interna dos pés era estreita demais para ser de um animal conhecido.

A partir de pegadas como essas, estudiosos fizeram moldes de gesso para recriar o bichão. O mais famoso é o "gesso de Skookum", que revela um pé-grande com braços, coxas e nádegas 50% maiores que os de um humano.

Nos anos 1970, os caçadores de pé-grande Al Berry e Ronald Morehead gravaram em uma floresta na Sierra Nevada, Califórnia, os chamados "Sierra Sounds" que consistiam basicamente de 1h30 de vocalizações e batidas em madeira. Os sons seriam diferentes de qualquer um ser que já foram registrados.




Em 2012, a veterinária norte-americana Melba Ketchum apresentou amostras de DNA de pelos, sangue, saliva e tecidos e "confirmou" a existência do pé-grande. Ela acredita que se trata de um hibrido entre o homo sapiens e um primata desconhecido. 

Apesar de tudo isso que foi dito, nenhum desses estudos tem credibilidade na comunidade científica, pois apesar de relatos antigos, ninguém jamais encontrou e catalogou ossos, tecidos ou qualquer evidência biológica do pé-grande.

As fotos atribuídas à criatura, não são de boa qualidade, muito menos conclusivas. Podem ser macacos, outros animais ou até pessoas vestindo fantasias. 

Há avistamentos registrados em muitos lugares da América do Norte. Para ocupar toda essa área, a população da espécie seria grande o suficiente para ser devidamente registrada pela ciência. Difícil passar despercebida por tanto tempo. O urso-negro, apesar de ser um bicho recluso, é conhecido do homem há mais de mil anos e tem 16 subespécies classificadas. 

Em 2014, pesquisadores da Universidade de Oxford no Reino Unido, analisaram supostas amostras de cabelo do pé-grande disponíveis em museus e coleções particulares. Todas vinham de animais como urso, lobo, veado, carneiro, vaca e até de seres humanos. 

O artigo de Melba Ketchum foi publicado anonimamente em um site obscuro de ciência que ficou só um ano no ar. Além disso, um geneticista analisou as tais amostras de DNA e concluiu que elas eram de um gambá. 


Fontes: sites ABC News, Animal Planet, Big Foot Biologist, Bigfoot Field Resarchers Organization, NATIONAL GEOGRAPHIC, Ron Morehead, Scientific American e Time




Um comentário:

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