sexta-feira, 12 de maio de 2017

Antigos programas humorísticos brasileiro de sucesso

Os humorísticos sempre fizeram parte da cultura televisiva brasileira. E aqui segue uma lista com 22 programas antigos que fizeram muito sucesso e ainda são lembrados com muito carinho. 

•    Praça da Alegria (diversas emissoras, a partir de 1953)



Um dos programas de maior duração na TV que se tem notícia, A Praça da Alegria estreou na TV Tupi em 1953 e continua no ar até hoje, com seu herdeiro A Praça é Nossa. Manoel de Nóbrega foi o criador do programa e é pai do atual apresentador, Carlos Alberto de Nóbrega. É basicamente um desfile de tipos engraçados que passam pelo banco da praça, onde está o apresentador. Entre os personagens mais conhecidos de todos os tempos estão a Velha Surda (vivida por Rony Rios) e Pacífico (Ronald Golias).

•    Papai Sabe Nada (Record – 1962)



Com o sucesso da série americana Papai Sabe Tudo (Father Knows Best), o humorista Renato Corte Real criou uma paródia bem brasileira, que recebeu o nome de Papai Sabe Nada. Era uma comédia familiar onde ele contracenava com a esposa Bisu e os filhos Ju e Ricardo. Humorista de muitos talentos, Renato segurava o programa na base o improviso. A série durou até 1966.

•    Moacyr Franco Show (diversas emissoras, a partir de 1963)



Durante os 28 anos em que permaneceu no ar, nas TVs Excelsior, depois Tupi, Globo, Bandeirantes, SBT e Record, o Moacyr Franco Show sempre manteve mais ou menos o mesmo formato: um programa de variedades, com diversos convidados, inclusive musicais, entrecortado por quadros de humor. Destaque para a fase da Bandeirantes, entre 1979 e 1981, em que os quadros humorísticos eram feitos pelo conjunto Os Três do Rio, incluindo o engraçadíssimo “Nova Ortografia”.

•    TV Stuart – Canal Zero (TV Excelsior – 1964)



Walter Stuart, um dos maiores humoristas brasileiros dos anos 60 e 70, recebia semanalmente diversos convidados para encenar esquetes engraçadíssimas neste que foi um dos programas pioneiros do humor na TV brasileira. O programa era encenado ao vivo nas noites de sábado.

•    Família Trapo (Record – 1967)



Durante os quatro anos em que foi produzido, este programa foi líder absoluto de audiência. Era uma espécie de teatro para a televisão, com um palco e uma plateia, e os atores encenavam ao vivo. Contava as aventuras da família de Peppino Trapo (Otelo Zelloni), sua esposa Helena Trapo (Renata Fronzi) e os filhos Sócrates (Ricardo Corte Real) e Verinha (Cidinha Campos), além do mordomo Gordon (Jô Soares) e do cunhado folgado Carlo Bronco Dinossauro (Ronald Golias). O cunhado era sempre o personagem principal.

•    Balança, Mas Não Cai (Globo – 1968)



Originalmente um programa de rádio desde 1950, trazia esquetes já consagradas no rádio, como Primo Pobre/Primo Rico (com Paulo Gracindo e Brandão Filho), e outras criadas especialmente para o programa de TV. Se passava num edifício fictício, onde os moradores eram as estrelas dos quadros. Ficou na Globo de 1968 até 1971, indo depois para a Tupi. Em 82, teve uma nova versão, novamente na Globo.

•    Faça Humor Não Faça Guerra (Globo – 1970)





Programa de esquetes curtas escritas por Max Nunes, Jô Soares e Renato Corte Real.

•    A Grande Família (Globo – 1972)




Série semanal baseada na americana All in the Family, contando com bom humor o cotidiano de uma família numerosa que mora num espaço pequeno. A série original durou três anos, mas o remake ficou no ar por catorze temporadas.

•    Os Insociáveis (Record – 1972)




Embrião de Os Trapalhões, este programa já trazia Renato Aragão, Dedé Santana e Mussum em pequenos quadros de humor. O programa só teve esse nome porque o diretor da Record Paulo Machado, que os contratou, não queria usar o nome Os Trapalhões, sugestão de Renato, para não fazer alusão ao antigo programa da TV Excelsior que Renato fazia com Vanderlei Cardoso, Ted Boy Marino e Ivon Cury, e que se chamava Adoráveis Trapalhões.

•    Chico City (Globo 1973)




Chico Anysio criou centenas de personagens para o rádio e a televisão desde os anos 50. Neste programa, levado ao ar a partir de 1973, ele desfilou uma gama enorme desses personagens, sendo os mais lembrados o prefeito corrupto Valfrido Canavieira, Seu Pantaleão e seus “causos”, o locutor Roberval Taylor e professor Raimundo, aquele da Escolinha. Outros programas nesse mesmo estilo estrelados pelos personagens de Chico Anysio vieram depois, com Chico Total e Chico Anysio Show.

•    Satiricom (Globo – 1973)




Programa feito de pequenas esquetes, sempre a respeito do comportamento humano. Com Jô Soares, Renato Corte Real, Agildo Ribeiro e um grande time de humoristas.

•    Os Trapalhões (Tupi – 1974 e Globo – 1977)




Humor escrachado e politicamente incorreto, sem mimimi, dos tempos em que se podia fazer qualquer piada e a pessoa ao lado não ficava ofendida. O quarteto, como o conhecemos, começou na Tupi, já com a presença de Zacarias. O programa foi no ar por três anos na Tupi e por dezoito anos na Globo, até 1995.

•    Planeta dos Homens (Globo – 1976)




Jô Soares e Agildo Ribeiro eram as estrelas deste programa, cujo nome foi inspirado na série cinematográfica Planeta dos Macacos, inclusive com personagens símios. As charges políticas davam o tom do programa.

•    Super Bronco (Globo – 1979)




Foi uma adaptação da série americana Mork & Mindy (com Robin Williams), onde um extraterrestre recebe a missão de estudar a Terra, um planeta super atrasado em comparação ao seu. Estrelada por Ronald Golias, durou apenas 29 episódios, apesar da boa audiência.

•    Viva o Gordo (Globo – 1981)




Centenas de personagens foram criados para este humorístico que tinha Jô Soares à frente, e o programa foi responsável por uma infinidade de bordões que ficaram na cabeça do público por décadas. Era basicamente um programa de conteúdo inspirado na política, já que Brasília, desde aqueles tempos, já era motivo de piada.

•    TV Pirata (Globo – 1988)




Sátira completa, nonsense e sem limites, graças a um time invejável de roteiristas, entre eles Luiz Fernando Veríssimo, Laerte e Glauco, além do pessoal do Planeta Diário e Casseta Popular, duas publicações da época, e que teriam seu próprio programa algum tempo depois. Sucesso absoluto desde seu primeiro programa, graças também ao bom time de atores e atrizes fixos que compunham o elenco, como Claudia Raia, Débora Bloch e Marco Nanini, entre outros.

•    Veja o Gordo (SBT – 1988)




Jô Soares foi para o SBT em 1987 para realizar um sonho que não era possível na Globo: apresentar um talk show. Mas, além disso, ele também fez um programa muito parecido com o Global Viva o Gordo, inclusive na abertura. Esse foi o Veja o Gordo, que fico no ar por três anos.

•    Cabaré do Barata (Manchete – 1989)




Agildo Ribeiro fez este programa por um ano, uma sátira à política do Brasil, onde ele contracenava com fantoches representando os parlamentares.

•    Escolinha do Professor Raimundo (Globo – 1990)




Se contarmos todas as temporadas que este programa esteve no ar, desde sua primeira aparição, são 38 anos! Em 1957, Chico Anysio, com seu Professor Raimundo, já ouvia as respostas mais absurdas de seus alunos, cada um deles um personagem memorável. Até 1990, no entanto, o quadro era apenas um esquete dentro de outros programas humorísticos, e só foi ganhar um programa próprio a partir daquele ano.

•    Casseta & Planeta Urgente (Globo – 1992)




A turma de redatores das revistas Casseta Popular e Planeta Diário já estavam em evidência no início dos anos 90. Além da participação nos roteiros de TV Pirata, eles tinham feito um especial de fim de ano para a Bandeirantes chamado Vandergleyson Show, lançado um disco chamado Preto Com Um Buraco no Meio e diversas publicações de humor, além de uma participação no programa Doris Para Maiores. Então a Globo deu a eles seu próprio programa a partir de 92, na linha de “jornalismo mentira, humorismo verdade”. Foi um dos programas humorísticos mais duradouros da emissora, ficando no ar até 2010.

•    Sai de Baixo (Globo – 1996)




Inspirado no Família Trapo, dos anos 60, este programa semanal também era um teatro na televisão, gravado ante uma plateia. A presença do público permitia que os atores saíssem do personagem de vez em quando e interagissem com a plateia, causando situações hilariantes. Ficou no ar até 2002, e teve um revival recentemente, com quatro episódios especiais.

•    Show do Tom (Record – 2004)




Tom Cavalcante deixou a Globo em 2004 e foi para a Record. No mesmo ano, estreou esse programa humorístico, mas foi impedido de usar seus personagens mais conhecidos, experimentando assim um sucesso apenas moderado. Mas com a paródia do programa O Aprendiz, da própria Record, que ele chamou de O Infeliz, viu sua audiência subir vertiginosamente. Ficou no ar por seis anos.

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