sexta-feira, 3 de março de 2017

A ciência do coração partido

Não espere por lamentações e choros. Esse texto é científico e embasado por provas científicas. Leia somente se está procurando algo mais técnico. 



A doença de Takotsubo é mais comumente conhecida como síndrome do coração partido. Uma onda de adrenalina atravessa o corpo causado por uma flecha venenosa atirada pelo irmão gêmeo do Cupido. Todos os anos, mais de seis mil casos são registrados na Europa. 

Apesar de tal epidemia, nossa percepção geral é psicossomática. Uma doença fantasma conjurada de uma mente hiperativa. 

Biologicamente você está sentindo uma dor genuína por causa de uma separação, onde processamos uma dor psicológica exatamente na mesma parte do cérebro no qual também processamos a dor física. 

Se você já passou seis meses da sua vida preso num canto fúnebre após o rompimento do namoro, você entenderá bem do que estou falando e as coisas farão mais sentido. Há também manifestações físicas!

"Em um evento estressante como uma ruptura, em vez de estimular o coração, a adrenalina deprime", explica Sian Harding, professor de farmacologia cardíaca do Instituto Nacional do Coração e Pulmão do Imperial College. 

"Os pacientes entram com o que parece um ataque cardíaco, mas não há bloqueio - são simplesmente os efeitos da adrenalina. É assim que uma ruptura traumática pode ser. "

Estudos demonstram que os homens tem riscos de até nove vezes mais de sofrer morte cardíaca súbita após um desgosto.

Mas, além de virar um celibatário, há alguma outra forma para se evitar todas essas complicações? 

Os estudos dizem que se você está totalmente "enfiado de cabeça" num relacionamento, não há como evitar tudo isso. É como se fosse um estado de luto. É como se a pessoa estivesse morrendo. 

Quando você vê o seu amado e seu coração corre, isso é adrenalina, dando-lhe distúrbios no seu ritmo cardíaco. Seu cérebro e seu coração estão intimamente ligados. Uma ruptura afetará seu coração. É instinto animal, você não pode controlá-lo.

Por incrível que possa parecer, os rompimentos amargos não são exclusividades somente dos seres humanos. Os pares humanos, muitas das vezes se separam por causa do fracasso na reprodução e no mundo animal não é muito diferente disso, onde é possível ver algumas espécies que tem este hábito. 

É uma visão preto e branco da questão, mas faz muito sentido. Um consolo sádico da mãe natureza. 

Quanto ao "amor" no mundo animal, isso não existe. Do ponto de vista evolutivo, tudo está relacionado ao risco de infanticídio e assedio por outros machos - é por isso que a monogamia envolve os primatas. As fêmeas procuram um macho que possa protegê-las. 

Ainda assim, pelo menos a dor é real. 

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