quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Famosos casos de "gato" no futebol brasileiro



Como é feito tradicionalmente a muitos anos, a final da Copa São Paulo é realizada no aniversário da cidade, 25 de Janeiro. E na edição de 2017 as equipes que disputarão a final são a do Corinthians contra a do Batatais. Como o jogo será realizado às 16 horas e não posso falar que o campeão será o Corinthians. 😀

Mas o que realmente tomou os noticiários nos últimos dias, foi o caso do "gato" envolvendo o jogador do Paulista de Jundiaí que culminou na desclassificação da equipe que teve que ceder sua vaga na final para o time do Batatais. 

Para quem não sabe, o chamado "gato" no futebol é quando um atleta, por um motivo qualquer, altera seu ano de nascimento para poder obter vantagem e participar de jogos em categorias diferentes. Por exemplo, ser mais velho e participar numa categoria com jogadores mais novos. 

Acredito que você deve ter lido muito sobre essa notícia e percebido o quão grave foi a situação em questão. Porém, essa não foi a primeira e possivelmente não será a última vez que ocorrências dessa magnitude aparecerão. Há registros de muitos outros casos famosos no futebol brasileiro que envolveram atletas que adulteraram seu registro. 

Acompanhe agora alguns desses casos: 

Caso Sandro Hiroshi 



Tudo começou no dia 04 de agosto de 1999, dia em que o São Paulo aplicou uma goleada no Botafogo por 6 a 1, em jogo válido pelo Brasileirão daquele ano.

O grande destaque foi o atacante França, que fez três gols. Anderson Lima, Souza e Sandro Hiroshi completaram para o Tricolor, enquanto Valdir descontou para o Botafogo. Poucos dias depois, o Alvinegro entrou com um pedido de anulação da partida, alegando que o atacante Sandro Hiroshi estava inscrito em situação irregular.

O que houve foi a descoberta que o atacante em questão havia adulterado sua idade há muitos anos antes. 

Resultado foi que o Botafogo conseguiu que a partida fosse anulada, recebendo os pontos da mesma. Pelo mesmo motivo o Internacional entrou no STJD e ficou com os ponto do jogo contra o São Paulo, que havia terminado empatado. 

Devido essa confusão de tira ponto e dá ponto, quem acabou sendo rebaixado naquele ano foi o time do Gama - DF que se sentiu prejudicado e entrou na Justiça Desportiva e indo até a Justiça Cível, onde ganhou a causa, impedindo a CBF de organizar o Brasileirão do ano seguinte sem incluir o clube do Distrito Federal.

Depois que o Gama entrou na Justiça Cível, o Campeonato Brasileiro de 2000 ganhou o nome de Copa João Havelange (Copa JH), sendo organizado pelos clubes e não pela CBF. Tudo por culpa de um atleta irresponsável que ficou um ano mais jovem na certidão. 

Caso Emerson Sheik 



O atacante na verdade se chama Marcio e o Emerson vem justamente de uma modificação nos documentos para diminuir em três anos a idade verdadeira. A fraude foi descoberta em 2006 pela Polícia Federal quando ele tentava embarcar para os Emirados Árabes.

Pelo documento falso, Márcio Passos de Albuquerque virou Márcio Emerson Passos e do nascimento em 1978 mudou para 1981. Como punição, teve de desembolsar R$ 70 mil em multa, além de prestar serviços comunitários pelo período de 18 meses.

A carreira prosseguiu normalmente e chegou a ser campeão no Fluminense, no Flamengo e no Corinthians, onde foi o herói da conquista da Libertadores de 2012.

Caso Carlos Alberto 



Outro caso conhecido foi do volante/lateral direito que diminuiu em cinco anos sua idade. Isso fez com que perdesse a oportunidade de defender o São Paulo, que já em 2006 demonstrou interesse no jogador que vinha se destacado no Figueirense.

A certidão falsa de nascimento ainda colocava que ele nasceu na cidade carioca de São Matheus, inexistente. Mas, apesar de ter adulterado os documentos, ficou seis meses suspenso e prosseguiu a carreira depois e chegou até a defender o Corinthians.

Caso Vanderlei Luxemburgo 



Antes o nome era gravado Wanderley Luxemburgo, mas tudo mudou após ele ser indiciado pela Polícia Federal em 2000 sob a acusação de falsidade ideológica.

O documento encaminhado à PF tinha como data de nascimento de Luxemburgo 10 de maio de 1952, enquanto o treinador utilizada um documento com data de 1955.

Segundo reportagem da "Folha de S.Paulo", o treinador admitiu ter adulterado a idade para poder jogar quando jovem os torneios juniores pela seleção brasileira, como o de Toulon, um dos mais famosos, e poder se destacar no futebol.

As denúncias ocorreram quando ele estava no comando da seleção brasileira, em 2000, o que gerou uma grande crise na equipe. Posteriomente foi demitido pela CBF.

Caso Maxwell



O lateral esquerdo chegou a ser campeão brasileiro pelo Flamengo, em 2009, mas com o nome de Jorbison e com dois anos a menos do que o real.

A verdade só foi revelada em 2012, quando o próprio jogador confessou ao retornar ao clube rubro-negro de um empréstimo ao Duque de Caxias. Admitiu que havia adulterado a data de nascimento (a falsa era 30 de dezembro de 1991 e a verdadeira era 23 de outubro de 1989) e trocou o nome de Maxwell Batista da Silva para Jorbison Reis dos Santos.

Por isso teve o contrato rescindindo com o Flamengo e foi jogar no Corinthians-AL. Não foi punido nem o Flamengo penalizado. Mas o jogador jamais conseguiu atuar por outra grande equipe. Passou por Colorado, Guaratinguetá, Desportiva-ES, Sergipe, entre outros.

Caso Rodrigo Gral



O atacante então no Grêmio reduziu dois anos da própria idade alterando a documentação de nascimento e chegou até a jogar da Copa do Mundo de juniores pela seleção brasileira, na Nigéria, em 1999. A falsificação teria ocorrido em 1995 e foi descoberta em 2000.

Na documentação original, ele tinha data de nascimento em 21 de fevereiro de 1997, enquanto que na documentação adulterada aparecia como 1979.

Apesar da falsificação, não foi punido. Além do Grêmio, ele jogou por Flamengo, Bahia, Santa Cruz, Chapecoense, entre outros clubes.




Outros casos com menos destaque foram o do atacante Elkeson que alterou sua documentação em dois anos para poder entrar na categoria de base do Vitória. Não chegou a ser punido e seguiu sua carreira normalmente. E o caso do jogador Anaílson que fez fama no São Caetano, chegou a ser punido pela CBF, mas continuou a carreira chegando a ser campeão Paulista Azulão e vice da Libertadores e do Brasileiro pelo mesmo.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pode comentar, é de graça