domingo, 18 de setembro de 2016

A grandiosa Portuguesa chega ao fundo do poço



Eram 24 torcedores rubro-verdes que gastaram 13 horas de viagem para se pendurarem nas grades do estádio Almeidão na cidade de Tombos em Minas Gerais. Dali torceram,  cantaram e xingaram bastante, mas nada adiantou.

A Portuguesa viajou a Minas Gerais fazendo contas, era preciso vencer e torcer contra outros adversários, porém nem precisou da calculadora, pois a Lusa não fez o que lhe cabia. 

A Portuguesa chegou ao fundo do poço do futebol brasileiro ao cair para a série D do Campeonato Brasileiro. Foi o terceiro rebaixamento nacional da Portuguesa em quatro anos: em 2013, caiu da A para a B, em 2014 da B para a C e agora, em 2016, da C para a D. Nesse período, o clube também caiu no Paulistão, da Série A-1 para a A-2. Elite é uma memória quase apagada no Canindé. Afundada em dívidas que não consegue sanar, com seu estádio prestes a ser leiloado e, agora, na última divisão nacional, a Lusa vê seu próprio futuro em xeque.

As dificuldades da Portuguesa são conhecidas há tempos, mas a decadência do clube tem como marco principal o primeiro desta série de rebaixamentos recentes.

Há três anos, a escalação irregular do meia Héverton, na rodada final do Brasileiro, levou a Lusa aos tribunais. A permanência na elite, conquistada em campo, foi desfeita no tapetão.

O que se seguiu foram acusações nunca comprovadas e novas derrotas nos bastidores. Nos gramados, mais vexame.

A diretoria agora terá o restante da temporada para planejar um renascimento da Portuguesa em 2017 e evitar que a equipe inicie 2018 fora de qualquer divisão nacional – o que só será possível se o time conquistar o acesso na Série D.

Parabéns a todos os envolvidos. 



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