quinta-feira, 22 de setembro de 2016

7 celebridades que foram vítimas de overdose de medicamentos

A maioria dos casos aqui citados, tem a ver com remédios derivados da morfina, como a codeína, a metadona e a oxicodona e, em menor grau, de calmantes que podem estar no seu armário.

Marilyn Monroe



A morte de Marilyn até hoje é polêmica. Não se sabe se foi suicídio. O que o laudo toxicológico apontou foi a causa: overdose de calmantes, com quantidades enormes do sonífero hidrato de cloral e de pentobarbital, barbitúrico que mais tarde passaria a ser usado em pacientes e animais submetidos à eutanásia e na execução de condenados à pena de morte.
Mesmo que as doses encontradas no corpo da atriz não fossem altas, só a combinação entre o tranquilizante e o sonífero já poderia ser suficiente para matar, uma vez que um potencializa o efeito do outro, levando à parada cardiorrespiratória.

Michael Jackson 



Michael teve parada cardíaca causada por intoxicação aguda de propofol, um anestésico intravenoso aplicado em hospitais apenas por médicos com treinamento em anestesia e reanimação cardiorrespiratória. Os pacientes que recebem a droga devem ser acompanhados 24 horas depois do procedimento. Michael tinha vários frascos em casa e usou uma quantidade suficiente para uma cirurgia de longa duração.
A autópsia revelou também a presença dos ansiolíticos diazepam, princípio ativo do Valium, lorazepam, do Lorax, e midazolam, do Dormonid. Eles favorecem a perda de consciência e podem diminuir a capacidade respiratória se mal administrados.

Heath Ledger



“Olha, vai ficar tudo bem. Eu só preciso dormir um pouco.” Segundo o pai de Heath Ledger, essas foram as últimas palavras do ator ao telefone antes de ir para o quarto tentar descansar. Ledger tinha uma reunião com Steven Spielberg no dia seguinte e queria causar boa impressão.
Mas a ansiedade, o stress do trabalho e uma infecção respiratória estavam tirando seu sono. Ele decidiu resolver esses problemas com oxicodona e hidrocodona, analgésicos da família da morfina, além dos ansiolíticos alprazolam (Frontal), diazepam e temazepam e do antialérgico doxilamina, que tem efeito sedativo potencializado se ingerido com tranquilizantes. Horas depois, Ledger estava morto. A causa: intoxicação acidental de remédios prescritos.

Prince 



Prince morreu por conta do analgésico opioide mais potente que existe, o citrato de fentanila. Ele é cem vezes mais forte que a morfina e 50 vezes mais poderoso que a heroína pura. Conhecida no Brasil e lá fora pelo nome Fentanil, é um remédio de curta duração comercializado em várias versões. A injetável é administrada em hospitais durante o período de anestesia ou para controle da dor depois de cirurgias.
Na forma de comprimidos, é receitada a pacientes com dores severas de câncer que não respondem a outros opioides. A produção clandestina para uso recreativo alimenta um mercado ilegal que tira cada vez mais vidas6. Além de produzir comprimidos que imitam os vendidos em farmácia, mas podem trazer uma concentração perigosamente maior de fentanila, os cartéis têm acrescentado a substância à heroína e vendido essa combinação como uma versão turbinada da droga ilícita.
O agravante é que nem sempre o usuário sabe da presença do aditivo. Como a diferença entre a dose segura da fentanila e a que mata é bem pequena, muitos óbitos de dependentes de heroína têm sido associados a essas variações com remédio junto. Os EUA emitiram em 2015 um alerta para o crescimento alarmante de apreensões de fentanila clandestina e de mortes causadas por ela69. O laudo toxicológico de Prince não dá detalhes sobre a forma de ingestão e a dose administrada. É possível que ele tenha passado a usar opioides nos anos 2000, depois que uma cirurgia no quadril o deixou com dores crônicas.

Anna Nicole Smith



Nenhuma das oito substâncias encontradas no corpo da modelo americana estava acima da dosagem terapêutica, aquela que é considerada segura para a administração. O que a matou foi a combinação delas. A principal foi o hidrato de cloral, a mesma usada no crime conhecido como Boa Noite Cinderela, que estimula o sono.
A droga é segura quando administrada por médicos. Pode inclusive ser aplicada como sedativo leve para crianças que fazem tomografia, já que o exame requer que o paciente fique totalmente imobilizado. Também foram encontrados difenidramina, um antialérgico, pequenas quantidades dos ansiolíticos temazepam, oxazepam, diazepam, nordazepam, lorazepam e clonazepam, princípio ativo do Rivotril.
O filho de Nicole morreu aos 20 anos, cinco meses antes dela, vítima de uma combinação de antidepressivos com metadona, poderoso analgésico da família da morfina receitado para tratar dependentes químicos, especialmente os viciados em heroína.

Jimi Hendrix 



Muita gente pensa que a causa foi overdose de heroína, mas o laudo da autópsia diz: Jimi Hendrix morreu afogado no próprio vômito, provocado por uma intoxicação causada pelo barbitúrico secobarbital, o calmante mais popular da época.
Com alto poder viciante, o remédio virou droga de abuso entre vários famosos. Um ano antes de Hendrix, a atriz e cantora
Judy Garland, a Dorothy do musical O Mágico de Oz, havia sido vítima do excesso da substância, aos 47 anos.

Keith Moon



O baterista do The Who tinha sérios problemas com álcool. Ele estava em tratamento para deixar o copo e tomava clometiazol, sedativo receitado pelo médico para ajudá-lo a vencer as crises de abstinência. Mas Moon não largava a bebida. No dia 7 de agosto de 1978, ele deu uma entrevista ao vivo no programa matinal de TV Good Morning America e chocou o apresentador ao dizer que passava a maior parte do tempo “incrivelmente bêbado”.
Um mês depois, foi encontrado morto com 32 cápsulas do remédio no estômago, após passar a noite em uma festa organizada por Paul McCartney. O caso de Moon levou vários psiquiatras a se posicionar contra a prescrição de clometiazol por longos períodos e para pacientes que não estejam em ambiente hospitalar. É que o remédio vicia e o risco de overdose por excesso ou uso com álcool é enorme.



Conteúdo do livro Tarja Preta, da jornalista Marcia Kedouk




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