terça-feira, 19 de julho de 2016

"Escola Sem Partido" vs "Escola Sem Censura"



Nos últimos dias aumentou um debate no qual a educação brasileira se apresenta no centro de uma guerra ideológica, e essa batalha pode ter contornos perigosos. 

De um lado temos os apoiadores do projeto de lei denominado "Escola Sem Partido" que visa um"defesa" para os alunos, onde seja vedada a veiculação de conteúdos ou a realização de atividades que possam estar em conflito com as convicções religiosas dos responsáveis pelos estudantes ou, impedir que os professores possam se posicionar sobre quaisquer temas políticos, sociais, ideológicos, morais ou culturais.  Em outras palavras, pregam uma escola sem doutrinação. 




Porém, por outro lado, tem os defensores de uma "Escola Sem Censura", onde os educadores qualificam a iniciativa acima como sendo uma "lei da mordaça" e dizem que, no fundo, as regras impõem uma censura dentro da sala de aula e prejudicam a formação de alunos críticos, já que eles perdem o acesso à diversidade de opiniões. 

Acrescentam também que uma escola sem partido não pode ser tolerada numa sociedade democrática, pois acreditam que, entre outras coisas, abordar o absolutismo, a escravidão, o colonialismo, a revolução industrial, Mussolini, Hitler e etc sem a leitura da luta de classes é uma visão retrógrada. 

CONHEÇA OUTROS PROJETOS DE LEI


Outros projetos de Lei que, segundo educadores, podem trazer prejuízos à educação do país, se aprovados:

- projeto de Lei 7180, apresentado pelo deputado membro da bancada evangélica Erivelton Santana (PSC-BA) em 2014, quer inclui entre os princípios do ensino na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) o respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, dando precedência aos valores de ordem familiar sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa. Situação: Comissão especial foi criada na Câmara no mês passado para analisá-lo

- projeto de Lei 7181 também apresentado por Erivelton Santana (PSC-BA) em 2014, tem o mesmo propósito do projeto anterior, mas busca mudar os parâmetros curriculares nacionais. Situação: Foi unido ao projeto anterior

- projeto de Lei 867, apresentado em 2015 pelo também membro da bancada evangélica deputado Izalci (PSDB-DF), quer incluir na LDB o projeto Escola Sem Partido, que veda na sala de aula "a prática de doutrinação política e ideológica bem como a veiculação de conteúdos ou a realização de atividades que possam estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos pais ou responsáveis pelos estudantes". Situação: Também foi apensado ao projeto de Lei 7180

- projeto de Lei 1859, criado em 2015 por quatro deputados (três da bancada evangélica), quer acrescentar à LDB a proibição da "ideologia de gênero ou orientação sexual na educação". Seu único parágrafo diz: "A educação não desenvolverá políticas de ensino, nem adotará currículo escolar, disciplinas obrigatórias, ou mesmo de forma complementar ou facultativa, que tendam a aplicar a ideologia de gênero, o termo 'gênero' ou 'orientação sexual'"


Certamente essa discussão não acabará por aqui. Leia mais sobre o assunto nos links abaixo e não esqueça de deixar sua opinião principalmente sobre sua posição à respeito do assunto. 


Nos links temos dois sites defensores de uma "Escola Sem Partido" e outros dois sites que defendem uma "Escola Sem Censura" e um site que apresenta as informações de forma neutra. 

Eu particularmente como sendo um professor tenho a minha opinião, mas procurei deixar o texto mais informativo para que cada um possa se posicionar da maneira que achar melhor sobre ele, sem puxar nem para um lado nem para o outro. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pode comentar, é de graça