segunda-feira, 2 de maio de 2016

Esperanças de medalhas para o Brasil nas Olimpíadas de 2016

Em 2016, o desafio do Brasil é manter a tendência dos países que já sediaram a Olimpíada recentemente, ou seja é comum que os países sede melhore seu rendimento por estar em casa. O Comitê Olímpico tem esperança que o Brasil possa ficar em uma possível décima posição no ranking geral conquistando entre 27 a 30 pódios. É claro que em todos Jogos acontecem surpresas positivas e fatos inesperados negativos, mas é possível tirar boas conclusões de análises prévias. 

Veja quais são as principais modalidades em que o Brasil deve conquistar medalhas:

Judô: grandes chances de seis medalhas

Sarah Menezes

É o esporte em que o Brasil tem mais atletas com condições de buscar medalhas. Nenhum deles é favorito absoluto na busca pelo ouro, mas muitos têm grandes resultados e estão bem no ranking mundial. A piauiense Sarah Menezes é o maior destaque. Foi medalha de ouro na Olimpíada de 2012 e está em segundo lugar na lista de mulheres que lutam com até 48 kg. Outros dois atletas que brilharam em Londres seguem com grandes chances de pódio: Rafael Baby (mais de 100 kg) foi bronze em 2012 e está em primeiro lugar no ranking, mas terá muitas dificuldades para superar o francês Teddy Riner, favorito absoluto há anos; Mayra Aguiar também chegou em terceiro lugar em Londres e é a quarta do ranking.

No Mundial de 2013, disputado no Rio de Janeiro, surgiram outros três atletas com grande potencial para brilhar em casa de novo: Érika Miranda (até 52 kg) e Maria Suelen Altheman (mais de 78 kg) conquistaram a prata e estão em segundo lugar nos seus rankings; e Charles Chibana é a melhor promessa brasileira do esporte e já alcançou o primeiro lugar do ranking até 66 kg.

Entre os homens, alguns atletas que já foram campeões mundiais estão em baixa no atual ciclo olímpico, como Felipe Kitadai, Tiago Camilo, Leandro Guilheiro e Luciano Corrêa.

Natação: incógnita após César Cielo não conseguir índice

Poliana Okimoto


Apenas Thiago Pereira tem boas chances de medalha. Dificilmente conseguirá superar o americano Ryan Lochte nos 400 m medley, mas é candidato à prata.

Fora das piscinas, o Brasil ainda pode conquistar uma medalha de ouro: Poliana Okimoto domina a maratona aquática de 10km e tentará superar o trauma do choque térmico em 2012. Ana Marcela Cunha disputará a mesma prova e também tem chances de chegar ao pódio.

Atletismo: três boas oportunidades

Na prática não há grandes chances de ouro na maioria das modalidades. A principal concorrente é Yane Marques, que já foi bronze na Olimpíada de 2012 e prata no Mundial de pentatlo em 2013. Porém, o desafio de superar a lituana Laura Asadauskaite é muito duro.

Outra mulher que também pode aparecer no pódio é Fabiana Murer. Decepção em 2012, ela ficou em quinto lugar no Mundial de 2013 e já passou do auge, mas segue entre as principais do salto com vara. O único saltador masculino de destaque é Mauro Vinícius da Silva, o Duda, que já foi quinto colocado no Mundial e campeão mundial em pista coberta.

Entre os corredores, poucos podem se destacar. O maratonista Marilson Gomes dos Santos, quinto colocado na Olimpíada de Londres, não tem feito grandes resultados, mas o fato de correr em casa vai ajudar. Já a equipe de revezamento feminino terá que esquecer o fracasso no Mundial de 2013 e pode resgatar a boa participação na Olimpíada de 2012, quando ficou em quinto lugar.

Futebol: em busca do ouro tão sonhado

Gabriel (Gabigol)

Prata em 2012, o futebol masculino vai em busca do ouro olímpico inédito sob o comando de Dunga. A geração Sub-23 ainda não tem um grande craque, mas conta com destaques como Marquinhos (PSG), Rodrigo Caio (São Paulo), Lucas Silva (Cruzeiro), Rafinha Alcântara (Barcelona), Talisca (Benfica) e Gabriel (Santos).

A CBF já conseguiu a liberação do atacante do Barcelona, Neymar para ser a maior estrela do time. 

Já no feminino a expectativa é baixa por enquanto. O time foi eliminado nas quartas de final da última Copa do Mundo e ficou em sexto na Olimpíada de 2012. 

Vôlei: chances em tudo



No vôlei de quadra as duas seleções devem brigar por medalhas, mas a equipe feminina tem mais chances de ouro - além de ter sido campeã olímpica em 2012, vem de um título no Grand Prix de 2013. Já os homens foram prata em 2012, estão sem títulos grandes desde 2010 e encaram forte concorrência de seleções como Estados Unidos, Rússia e Itália.




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