terça-feira, 22 de setembro de 2015

Explicando a alta do Dólar de forma simples




Desde 2003 o Dólar não subia tanto e o motivo disso acontecer tem várias razões e uma delas é a piora na economia brasileira.

Em 2014 as contas públicas apresentaram os piores resultados da sua história. Enquanto isso a inflação sobe.

A alta da moeda americana também é uma resposta do mercado às incertezas sobre as políticas de ajuste fiscal.

Outra razão é que o dólar está se valorizando em relação a outras moedas. Em Março de 2014, por exemplo, 1 Euro valia R$3,25 e hoje custa R$ 3,35. Já o Dólar, naquela época, custava em torno de R$ 2,35. 

Quem ganha nessa história toda são os exportadores, pois os produtos ficam mais baratos lá fora e quem sai perdendo são os importadores, pois o Dólar mais caro indica produtos mais caros aqui também. 

Mesmo os produtos que são feitos no Brasil, mas com peças que vem de fora também ficam caros. Ou seja, não é só quem está planejando uma viagem para os EUA que sai perdendo. Com a inflação em alta no Brasil, quase todo mundo se dá mal. 

QUEM GANHA

Empresas exportadoras

A indústria que gasta em reais para produzir e vende em dólares é a que mais se beneficia com o avanço da moeda. A lógica é simples: os preços dos produtos ficam mais competitivos lá fora e a margem de lucro sobe. 

Empresas que produzem e vendem no Brasil

A indústria nacional – especialmente a que não precisa importar matérias-primas –, se fortalece porque fica mais competitiva frente aos produtos estrangeiros, que se tornam mais caros. Ela se beneficia com a queda nas vendas desses produtos e pode praticar preços mais altos no mercado interno. 

Turismo nacional

Com os preços de passagens e a fatura do cartão de crédito em dólar, ficou mais caro viajar para o exterior. O salário do brasileiro, que continua o mesmo em reais, cabe mais nos destinos nacionais. O turista tem trocado a viagem que faria ao Caribe por uma praia no Nordeste. Assim, o dinheiro circula mais em hotéis, restaurantes, agências de turismo e empresas aéreas que operam voos domésticos. A vinda de turistas estrangeiros, atraídos pelo real mais baixo, também ajuda o turismo interno.

QUEM PERDE

Poder de compra do brasileiro

O avanço da moeda norte-americana é mais um ingrediente que eleva a inflação, que está bem acima do teto da meta (6,5%) em 12 meses. A matriz de custos da indústria brasileira é toda dolarizada, e isso ajuda a pressionar a inflação com a alta da moeda. Num cenário de custo mais alto, não tem como não repassar o preço para o consumidor.

Indústria que importa peças e matéria-prima

Mesmo que a indústria produza para vender no mercado interno, muitos setores dependem de itens que são comprados na moeda norte-americana, o que encarece o custo de produção. Como efeito, isso obriga o produtor a elevar os preços para não ter perdas, o que também ajuda a pressionar a inflação.

Empresas com dívidas em dólar

Mesmo que muitas companhias sejam beneficiadas com a valorização da moeda norte-americana, quando maior for seu endividamento em moeda estrangeira, mais difícil será pagar sua dívida.

Turistas com viagem ao exterior

Os preços das passagens aéreas, dos hotéis e das compras do brasileiro lá fora ficam mais caros. A fatura do cartão de crédito ou pré-pago também aumenta, além da cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 6,38% e incerteza da cotação a ser paga. Tanto que os gastos do brasileiro no exterior caíram 20,1% no primeiro semestre, frente ao mesmo período de 2014.

Produtos chineses

Para Jason Vieira, mesmo que a alta do dólar impacte nos preços dos produtos chineses, a relação custo/benefício ainda é alta frente aos produtos nacionais tributados.

Importadores

As empresas que importam produtos vão pagar mais por eles e, por consequência, esse custo precisa ser repassado para o consumidor. No entanto, com o real fraco os importados se tornam menos competitivos frente aos produtos nacionais. Assim, a margem de lucro dos importadores tende a cair quanto maior for a cotação da moeda norte-americana.



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