segunda-feira, 13 de julho de 2015

O Rock apanha, mas não cai



Hoje, dia 13 de julho de 2015, comemora-se mais um ano do dia Mundial do Rock. Esse estilo musical que vem sobrevivendo em meio a tempos de grande escassez musical se comparada com as épocas anteriores.

Falar de Rock como um único estilo é difícil, até porque o mesmo ocupa uma posição de destaque e soberania dentre os outros gêneros por conta dessa vasta diversidade. Dentro desse tipo de música, você encontra tudo, para nos familiarizarmos mais falemos agora do Rock Nacional. Não que seja melhor ou pior que os das demais nacionalidades, mas por ser de um amplo conteúdo, limitaremos somente ao Brasil.




A começar com o Rei do Rock Nacional: Raul dos Santos Seixas não podia ficar de fora. O cara era tão foda que fez uma mistura doida entre Luiz Gonzaga e Elvis Presley dando origem a um estilo autêntico, mesmo tendo referências tão distintas. Nas músicas de Raul, encontramos desde força para enfrentarmos os desafios da vida como em “Tente Outra Vez” até músicas de um corno assumido que é o que boa parte de nós brasileiros somos em “A Maçã”. Raul em tom de crítica também não deixa a desejar em suas letras como em “Ouro de Tolo” ou “Metamorfose Ambulante”. Se estivesse vivo, provavelmente seria classificado como homofóbico se cantasse na parada gay “Rock das Aranhas”. Enfim, em nosso Rei do Rock boa música e polêmica é o que não faltam.



Mas o cenário nacional ainda é longo: Como falar dele sem deixar de citar Cazuza! Que cantava o Brasil de forma tão apaixonante e fazia-se apaixonado nos deixando loucos de amor. Gritava ao País os problemas sociais, declarava-se amante e amado. Era delirante! “Meu Partido é um coração partido. E as ilusões foram todas perdidas. Os meus sonhos foram todos vendidos, tão barato que eu nem acredito... eu nem acredito!! E aquele garoto que iria mudar o mundo agora aceita tudo em cima do muro... Em cima do muro!” E todas as músicas do cara nos remete a algo de produtivo. Nos faz refletir, crescer, acresce algo de certa forma.



Em se tratando de bandas a lista só tende a crescer: Legião Urbana com nosso poeta Renato Russo talvez seja a melhor banda de nosso país até hoje. Desde “Duas Tribos” até “Clarisse”, eu poderia numerar uma centena de músicas dessa banda que mesmo assim, ficaria muita coisa de fora, todos os integrantes eram extremamente talentosos e fodas ao extremo.




Engenheiros do Hawai não pode nem deve ficar de fora. Os caras como banda também pode estar enquadrada entre as melhores desse gênero. Humberto Gessinger e companhia faziam dessa, a Banda da Juventude do século anterior, um grupo foda com músicas fodas, sem mais.

Outras bandas merecem também destaque, por que não: Paralamas do Sucesso, Titãs, Ultraje a Rigor, Skank, Charlie Brown Júnior, Capital Inicial, Raimundos, Biquíni Cavadão,

RPM, Velhas Virgens, CPM 22, Ira!..Óbvio que muita coisa boa ainda vai ficar de fora, mas coloquei as que eu consegui lembrar de relevante.




Das mulheres, “tragamos” nossa ainda ativa Rita Lee... Veio de Mutantes, trouxe depois um pouco de goticismo com “Doce Vampiro”, descartou a mesmice nos fazendo despertar em “Eu Quero Sempre Mais”, foi amante em “Mania de Você” e sem o misticismo de sempre nos apresentou a “Reza”. Da mesma água de Rita, quem faz sucesso hoje em dia é a nossa linda e talentosa Pitty. Com um estilo mais melancólico, ainda assim nossa querida rockeira vem com músicas que expõe a questão de identidade: Quem eu sou? O que sou? Quem eu devo representar? Eu devo mesmo representar? Ser alguém é obrigação? Esses tipos de questões existencialistas estão extremamente presentes com ela.




Cássia Eller então.... Nosso divo máster, digo, Diva! Cássia era foda, suas músicas eram tão fodas quanto. É difícil falar de alguém que nada mais era que uma garotinha esperando o ônibus da escola sozinha, alguém que pedia a Deus um pouco de malandragem pois era criança e não conhecia a verdade... Alguém que era poeta e não aprendeu a amar...

Enfim, o conteúdo do Rock Nacional é amplamente vasto e mesmo que muitas pessoas consideram que esse estilo parou no tempo no País vale lembrar que as músicas antigas serão sempre atuais. Diferentemente dos sucessos modistas existentes hoje em dia, as letras são até hoje cantadas com um cunho permanentemente cultural.

Há ainda algumas bandas atuais que são muito boas que podem ser consideradas de Rock, o problema é que infelizmente a mesma divulgação que há para letras inúteis na maior parte da mídia, a “mídia de massa”, não ocorre com essas bandas na mesma intensidade. Mas a pouco tempo, ouvi uma frase que cabe nesse contexto: “A música boa, não está no rádio”.

Portanto, você saudoso rockeiro, vale a pena procurar outras bandas nacionais que valham a pena em outros meios, outras fontes. Tenho certeza que de fome você não morrerá. Mas se por um acaso, você não encontrar, um pouco de gente morta o manterá vivo.



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