segunda-feira, 20 de julho de 2015

Comércio nos vagões do metrô, você é contra ou a favor?




Eu sei que esse já é um assunto bastante discutido nos outros veículos de comunicação, mas eu fiquei impressionado após meu último passeio de metro pela minha cidade e tive que compartilhar com vocês um pouco da experiência. 

Do ponto inicial de partida até o destino final são exatamente seis estações e na maioria delas apareceu alguém vendendo algo ou pedindo dinheiro ou algum tipo de mantimento. Penso que se resolvermos ajudar a todos, ao final da viagem não teremos dinheiro para pagar a condução de volta para casa. Dá até vontade de falar que você já ajudou na estação anterior e já não tem mais com o que ajudar agora.

Vende-se de tudo dentro dos vagões. Desde água mineral e pipoca a termômetros e desentupidores de fogão. Alguns passageiros usufruem das vendas, outros condenam.

Os vendedores já saem com a mochila nas costas e amanhecem nos trilhos dos metrôs, já os pedintes não curtem acordar cedo, então o expediente começa umas 10 ou 11 horas. O comercio ilegal nos vagões faz com que o publico se sinta em uma verdadeira feira livre.

As estrategias utilizadas variam desde o comercio profissional, onde são usadas técnicas de venda com frases prontas e etc, até aqueles que não parecem ser honestos que geralmente são feitos por crianças exploradas por algum adulto ou por algum adulto que carrega uma criança no colo para tentar comover os passageiros.

Pela lei, o comércio ambulante dentro dos trens, estações e terminais é proibido. A norma, no entanto, divide opiniões entre os passageiros. Há quem defenda e encare como parte integrante da cultura do metrô, e há quem prefira a retirada dos vendedores e pedintes. Para quem sobrevive do negócio, o trabalho é sério e mais rentável do que carteira assinada.

Os que defendem dizem que é somente mais um trabalho honesto e os que condenam dizem que se sentem coagido, pois eles passam gritando além do uso do trabalho infantil em alguns casos.

Eu particularmente não acho legal, pois essas pessoas em sua grande maioria não se tratam de gente sem oportunidade, pelo contrário, são geralmente pessoas que não querem a vida dura de acordar cedo para ir trabalhar e preferem se aproveitar da boa vontade de cidadãos de bem. Se fosse algo sério, eles fariam um esforço para montar um comércio em um ponto fixo, mas é bem mais fácil vender na ilegalidade para evitar pagar os impostos que todos pagam. Ou seja, querem ser mais espertos e vivem se escondendo dos guardas a cada parada em alguma estação.

Tem aqueles que passam pedindo até mesmo pão e leite. É claro que eles não tem interesse algum de receber esses tipos de coisa, logo que dificilmente terá alguém com esses produtos nos vagões, o objetivo é receber dinheiro mesmo.

Tenho certeza também que se em algum momento resolverem legalizar esse tipo de comércio haverá uma certa rejeição, pois ninguém vai querer pagar os impostos ou serem vigiados ou monitorados sobre a qualidade dos seus produtos. Ou somente eu conheço caso de pessoas que compraram na mão desses vendedores produtos vencidos? Fora também o fato de que muitos são de péssima qualidade.


Nota - O comércio ambulante dentro dos trens, estações e terminais é proibido conforme o Decreto Lei do Governo Federal n° 1.832/96 e o Regulamento do Sistema de Transporte Público de Passageiros através do Decreto n° 14.845 de 1991.



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