segunda-feira, 11 de maio de 2015

10 explicações científicas para nossos comportamentos estranhos

Os humanos fazem coisas tão estranhas que às vezes sequer percebemos como nosso comportamento pode ser excêntrico.

No espírito de analisar a nós mesmos, aqui estão algumas das coisas mais estranhas que fazemos todos os dias e as principais explicações do porquê fazemos.

10 - Não substituir o rolo de papel higiênico



Parece meio ridículo, mas na escala de coisas que temos dificuldade de fazer entra na lista o simples ato de substituir um rolo de papel higiênico que acabou.
A razão para esse desleixo, de acordo com os Psicólogos de Nova Iorque,  não é realmente devido a nossa preguiça, mas é devido ao fato de que substituir um rolo não é nenhum pouco estimulante e não oferece praticamente nenhuma recompensa intrínseca.
Tarefas semelhantes como tirar o lixo para fora ou lavar os pratos são igualmente chatos e desmotivadores, mas pelo menos tem a satisfação de manter e poder ver as coisas limpas e livres de ratos ou insetos. É correto que trocar o rolo de papel higiênico podem fazer as coisas parecerem um pouco melhor, mas e daí?
Segundo os psicólogos, para os seres humanos se motivarem verdadeiramente, a tarefa deve atender a três necessidades: competência, autonomia e relacionamento. A tarefa deve ser desafiadora o suficiente para nos fazer sentir competente quando concluí-la. Deve fazer-nos sentir como se tivéssemos algum tipo de controle sobre o que estamos fazendo. E isso deve nos dar a sensação de que estamos melhorando nossas relações com os entes queridos. Parece algo meio doido, mas faz todo o sentido biológico.

09 - Desejo de morder os bebês



Toda vez que há um bebê ao redor, alguém invariavelmente diz com aquela vozinha fina que quer morder as bochechas, ou os dedinhos ou alguma outra parte do corpinho dele. Ma afinal, qual é a necessidade e o problema que temos com isso? Por que temos vontade de morder as coisas fofas?
Os cientistas têm duas teorias principais para esse fenômeno. A primeira ideia é que de alguma forma os nossos fios de detecção de recreio estão ficando atravessado no nosso cérebro. Quando as pessoas (especialmente as mulheres) estão perto de um bebê recém-nascido, temos uma corrida de dopamina semelhante ao que acontece quando comemos um comida deliciosa. Esta sobreposição de sentidos inconscientemente nos dá o desejo de colocar as coisas bonitas em nossas bocas.
A outra explicação é que é uma forma de brincadeira de morder, que é muito comum entre muitos outros mamíferos. Muitos animais beliscam, dão mordidinhas, e lutam de uma forma amigável e brincalhona. Não é claro se eles fazem isto para aprimorar suas habilidades de combate, para aumentar as habilidades motoras, ou simplesmente para se divertirem , mas o comportamento geralmente acontece entre aliados confiáveis. Eles possuem confiança suficiente para colocar a mão na boca de outro e deixá-los morder. Assim, nesse caso, as mordidas são usadas para aumentar os laços sociais, e que poderia explicar por que, inconscientemente, fazemos isso. Seria como que se sentíssemos o desejo de alcançar emocionalmente algo que achamos bonito.

08 - Rir em horas inapropriadas




A maioria de nós somos culpados por rir inapropriadamente em um momento ou outro, como quando vemos alguém cair e se machucar ou quando estamos retransmitindo más notícias. E embora saibamos que não há nada engraçado sobre a morte da avó, nós ainda podemos nos encontrar tentando conter ataques de riso em seu funeral. Rir nesses tipos de situações não é necessariamente certo para os padrões sociais, mas é aparentemente bastante comum, e há uma boa razão para isso.
Quando rimos em uma circunstância solene, não significa que estamos de coração frio ou desrespeitoso. Na verdade, é provável que seja um sinal de que estamos sob uma grande dose de estresse emocional e o nosso corpo está usando o riso como uma maneira de aliviar um pouco o desconforto ou a tensão. Da mesma forma, quando rimos de alguém que cai e não se machuca é uma forma de deixar saber que, embora a pessoa possa ter ficado constrangida, ela não está gravemente ferida, e não há necessidade de alarde.

07 - Fascínio com psicopatas



Uma boa parte da população tem o fascínio por psicopatas e os mais macabros em específico, então corremos para assistir a um bom filme de terror.
Acredita-se que essa ideia vem do fato de que ao assistirmos ou ouvirmos algo sobre psicopatas nos permite sair um pouco da nossa realidade de sempre cumprir as leis e entrar na pele de alguém que só pensa em si mesmo. Seria como se pudéssemos não fazer qualquer uma das coisas que automaticamente fazemos todos os dias, como se preocupar com os sentimentos dos outros ou de ser justo. Imaginar-se na pele dessa pessoa, mesmo que inconscientemente, temporariamente nos libertaria destas obrigações sem realmente causar qualquer dano.

06 - Fingir que sabe das coisas



A maioria de nós já viveu uma situação no qual alguém nos faz uma pergunta e sequer pensamos sobre ela e já respondemos um "sim" ou fingimos conhecer sobre o assunto sem ao menos sequer sabermos do que estamos falando. De fato não há uma explicação se nós realmente fingimos que sabemos das coisas ou se fazemos isso acidentalmente. 
Alguns dizem que isso acontece devido ao fato de que quando ouvimos uma pergunta, nosso cérebro começa a inferir, assumir e inventar explicações para as coisas. Nosso cérebro sempre acha que devemos saber alguma coisa sobre determinados assuntos. 
Há outra teoria que diz que gostamos de glorificar o conhecimento e temos uma necessidade de passar isso para as pessoas e no final isso acaba que virando uma espécie de vício. E esse hábito pode ser difícil de quebrar.

05 - Chorar 



Chorar parece ser uma experiência bastante comum e algo que ninguém acha tão estranho. Porém se pararmos para analisar, parece ser um pouco bizarro o fato de sair águas dos nossos olhos. O que água salgada tem haver com olhos e emoções? 
Curiosamente, os seres humanos são as únicas espécies que emitem lágrimas emocionais e segundo os cientistas, o ato pode ter começado como um método de proteção, logo que nos tempos primórdios da evolução era originado como uma resposta ao perigo ou a um problema.

04 - Espasmos ao adormecer 



70% das pessoas se contorcem ou tem um empurrão involuntário ao adormecer e esse hábito que é comum pode ter uma explicação. Os cientistas não estão completamente certos, mas possuem hipóteses que explicam esses espasmos. 
Alguns cientistas acreditam que não é nada mais do que uma reação acidental que acontece quando nossos nervos falham no momento da transição do estado de alerta para o estado de dormir. Isso porque não temos um botão que podemos apertar:"on" quando acordado e "off" para dormir. Nosso processo é de gradual transição. 

03 - Fofocar 



As mulheres geralmente são colocadas como sendo as "rainhas da fofoca", mas pelo menos 32% dos homens também gostam de falar da vida alheia. 
A razão para isto é que a maioria de nós tem um desejo inerente de se relacionar com outras pessoas imediatamente e em um impulso paramos de dominar todas as obrigações morais que sentimos, então falamos dos outros.  Queremos formar conexões sociais com as pessoas ao nosso redor, e fofocando não só nos dá algo para falar como também criamos um senso de confiança, uma vez que o ato de fofocar dá sinais de que estamos ligados na outra pessoa. Por sua vez, a outra pessoa compartilha segredos, e uma relação é estabelecida. 

02 - Gostar de filmes dramáticos 



Apesar das dificuldades do dia-a-dia e das tristezas que passamos, mesmo assim ainda gostamos de assistir filmes que nos sujeitam a mais tristezas. Apesar de ser contraditório uma das razões para isso é que ao assistir filmes nesse gênero faz com que nos sentimos mais felizes em um curto prazo, portanto, fazendo aumentar o prazer pelo filme. 
Pesquisadores da Ohio State University descobriram que assistir a filmes tristes levam as pessoas a pensar sobre seus próprios relacionamentos próximos, o que faz com que se sintam agradecidos e satisfeitos com suas vidas. Vendo tragédias na tela faz com que as pessoas examinem suas próprias vidas e agradeçam pelas suas bênçãos.

01 - Pausa silenciosa 



Independentemente de sabermos que há qualquer coisa de valor a dizer, muitos de nós sentimos um desejo ardente de encher cada momento com o silêncio. O que há de tão ruim em apenas sentar calmamente com alguém, e de fazer um silêncio prolongado? 
Nada, não há mal nenhum e em muitas culturas é um sinal de respeito. Muito dos nossos comportamentos se resumem a um desejo primordial de pertencer e se encaixar em algum grupo e a pausa silenciosa reforça um elo da relação. 

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