segunda-feira, 30 de março de 2015

Madrugada





Aqui sentado pensando, chega me espanto
Trouxe alegria pra poucos, mas já fui desgraça de tantos
A mente viaja e é só tormento
Cadê aquela pessoa pra me livrar desse sofrimento
Dessa tortura eterna que é ser eu
E por mais que eu falasse, você não iria compreender
Afinal, a mente que pesa em mim não chega nem perto de você
É uma cadeia, é uma jaula, onde a tortura nunca acaba
Tanto lugar pra eu me prender, porra mente, tinha que ser em você?
E a lembrança bate, coração apanha
As escolhas refletem nessa minha falta de esperança
Será que o carcereiro não descansa?
Até quando eu durmo os pensamentos me ganham...
O que fazer? Não tenho mais pra onde correr, cadê aquela luz? Será que é você?
Vendado por tantos erros já não consigo nem ver...
Ou tu me libertas, ou não há sentido em viver
Porra, já está na hora de amanhecer.


André Poeta



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