sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Impeachment da Dilma! Será realmente possível?



Nos últimos tempos vem se falado bastante em um possível impeachment do mandato da Presidente Dilma, mas será que realmente isso é possível?

Primeiramente vale destacar que em definição do Wikipedia, impeachment ou impugnação de mandato é um termo que denomina o processo de cassação de mandato do chefe do poder executivo pelo congresso nacional, pelas assembleias estaduais ou pelas câmaras municipais.

Quero deixar claro desde já que eu não apoio nenhum tipo de partido e tão pouco entendo de leis ou coisa parecida, mas pelo conhecimento que tenho e pelo pouco que li em uma pesquisa simples feita na internet as coisas não são tão simples assim.

É mania do povo brasileiro ver uma palavra nova na televisão e generalizar para tudo, aconteceu com a palavra racismo, aconteceu com a palavra bulliyng e aconteceu também com o termo homofobia. E vem acontecendo agora com o termo impeachment; que o povo não estuda ou analisa a fundo seu real significado e as coisas que lhe rodeiam e acreditam que simplesmente vão poder ir para rua e tirar a Dilma do poder.

Para se obter essa situação, o político em si deve ser denunciado por crime comum, crime de responsabilidade, abuso de poder, desrespeito às normas constitucionais ou violação de direitos pétreos previstos na constituição. A punição varia de país para país. Em vários países da Europa, usa-se o termo moção de censura, pois a origem da moção é de iniciativa do parlamento, acrescido do termo político "perda de confiança", quando então o parlamento nacional não confia mais no presidente e respectivo primeiro-ministro, obrigando-o a renunciar junto com todo o seu gabinete.

Agora vejamos se a atual presidente cumpri algum quesito mencionado anteriormente.

Vamos começar pelos escândalos do seu governo: O Mensalão e o Petrolão explodiram, mas que na realidade, não é nada senão o velho clientelismo e o velho coronelismo, ambos tão conhecidos do povo brasileiro, mas desta vez rearranjados organicamente, com método e com o lustro da esquerda.

Tudo isso é ruim, mas não é motivo para destituir um presidente da República legitimamente eleito. Collor, quando caiu, não foi por causa do famoso Fiat Elba, como se apregoa, mas foi por causa do que provou o Fiat Elba: ali estava configurado o envolvimento pessoal de Collor com a corrupção de seus assessores.

A corrupção de setores de um governo ou a incompetência de todo o governo não pode abalizar a derrubada de um presidente. Se abalizasse, teríamos um novo presidente a cada semestre.

O impeachment de Dilma só poderia ser cogitado se houvesse prova concreta de sua participação na corrupção, o que duvido que haja. Ou de seu conhecimento da corrupção, o que provavelmente havia, mas que dificilmente pode-se provar.

Pra mim fica claro que a "forçação de barra" sobre o assunto vem de pessoas que não aceitaram o processo de democracia da última eleição e que ao invés de fazer uma oposição que o país merece se comportando como tal, prefere utilizar de artifícios sem embasamento.

Ah, mas claro que pode chegar algum entendedor de lei e me contradizer totalmente aqui, logo também que minha opinião é baseado apenas em leituras sobre o assunto, mas eu acho meio difícil o país passar por um novo Impeachment.

Temos que aceitar nossas diferenças com os políticos eleitos, pois pior seria explodirmos o regime democrático. Não vamos nos dividir entre inimigos jurados ou vencedores sem crédito nenhum junto aos vencidos, que aguardariam a oportunidade da revanche. Pois se não teríamos uma situação onde não poderíamos mais eleger ou mesmo criticar um governante, que por sinal já aconteceu algumas décadas atrás. 


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