sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Um vício em pequenas doses




Existem muitas formas de se apreciar algo que goste. Por exemplo, um bom livro que você demora meses para ler, sentindo a historia de forma lenta. Ou uma série, que você um episódio de vez em quando e isso basta. Existem coisas que funcionam muito bem assim. Porém, isso não uma regra, e nem sempre funciona assim. As vezes, quando se encontra algo realmente muito bom, a única alternativa é devorar aquilo. Aquele jogo que você acaba zerando em um dia, aquela série que você assiste duas temporadas em uma semana, aquele livro gigante que vai embora rapidinho. Tem coisas que simplesmente pegam, viciam.

Isso, claro, quando se tem tempo. Tempo, fator principal nessas ocasiões, ele que determina tudo. Infelizmente, não sempre que se pode dar esse "luxo" de devorar uma obra. É, conheço muitas pessoas que reclamam disso, elas e suas responsabilidades. Bem, mesmo em situações como essa, ainda é possível dar um jeitinho. As vezes mastigar lentamente é melhor, e faz muito bem pra saúde, vovó sempre diz isso.

De qualquer forma, essa imersão que ocorre quando se fica fissurado em algo, é a melhor forma de se entender uma obra. É verdade, você entende exatamente o que tudo significa, todas as nuances da historia, e é a melhor forma de poder julgar a coisa toda depois. Por exemplo, "Assisti á todos os filmes de 'Star Wars' ontem, a primeira trilogia com certeza é melhor", ou "Li 'Crepusculo' em um dia, é simplesmente horrível". Ou ainda, como já fiz, "Lí todos os livros de "Harry Potter" em um mês e comparei com os filmes, e hollywood cagou tudo mesmo". Bem, esses são assuntos para depois, mas o ponto é que para qualquer amante de ficção, fazer isso é uma experiência mais que gratificante. E, caso rolar aquela decepçãozinha por um final ruim, reclamar disso também é muito gratificante. Não para os outros, claro.

Ser pego por uma historia, sendo livro, uma série, um filme, um jogo, um folheto, qualquer coisa, e senti-la realmente, bem, é a forma verdadeira de sentir o trabalho de alguém, de quem trabalhou naquilo dez mil vezes as horas que se gasta lendo, assistindo, jogando, ou no caso do folheto, jogando no lixo. Esse "vicio", que todo mundo tempo, mesmo em pequenas doses ou meio enrustido, faz com que a ficção seja de fato trazida pro pedestal que merece. Chorar, rir, ficar muito puto da vida, tudo isso faz parte dessa arte de ouvir uma história, e reverenciar que deu suor e sangue para traze-la até ali.


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