sábado, 20 de dezembro de 2014

Alguma coisa na música acústica



Vivemos em tempos onde a indústria da musica passa por mudanças extremamente significativas. Hoje, para ouvir o novo álbum de uma banda, não é mais preciso garimpar uma loja de cd's ou encomendar por fora. Basta dois minutinhos de pesquisa no "youtube", e bum, lá está, em alta qualidade e de graça. Claro, essa de graça também significa um certo prejuízo para os produtores, e pode vir atrapalhar e muito os projetos futuros. Quero dizer, se o material é de qualidade, mas não rende nada apesar de ser popular, como dar continuidade a ele? Bem, esse drama já é velho, isso era uma discussão pesada a alguns anos, hoje a situação é diferente. Já é possível sobreviver com a música online.

Ok, falar "sobreviver" talvez seja exagero, mas a situação já está mais controlada, e isso pode significar certa independência proveitosa aos artistas sem que tenham que vender a alma as produtoras e estúdios, só contando com o público como seu patrão. Mesmo que onde o assunto seja puxado possa acabar em briga, até mesmo artistas conceituados tem se entregado a ideia. A banda "U2" há alguns meses liberou seu novo álbum de graça no "Itunes", que só foi baixado alguns milhões de vezes.

Mas de uma forma ou de outra, isso não garante o sustento de um músico. E isso significa, logicamente, uma procura maior pelo material original, a música ao vivo. É dessa forma que verdadeiramente a música e o músico são apreciados. Essa "revolução" digital, apesar de quebrar a perna de muita gente, também traz para o cenário musical uma outra ideia: "Baixe o cd online, e venha conferir em primeira mão".

Chegando no ponto que queria falar, a certa beleza na música acústica, muito melhor do a que sai do computador depois de um belo banho de efeitos eletrônicos. Ouvir o vilão tocar no mesmo local que você está, bem no seu ouvido, quase sentir a forma que as cordas balançam, vem com um sentimento que dá de dez a zero no velho mp3. É dessa forma que realmente pega a essência musical, e mesmo quando o cara desafina ou erra aumenta o hype. Aproveitar a música significa senti-la de verdade, e a música acústica é quase respirá-la.

Claro, nem sempre isso é possível, na verdade na maioria das vezes não é. Adoraria ver o Paul tocando, por exemplo, mas não é algo nem perto da minha realidade. Mas sempre por ai o que seja mais acessível, e mais barato, e esse que deveria ganhar mais destaque. De qualquer forma, mesmo se for para ouvir gravações, a versão acústica sempre é mais legal. Novamente, sou muito contra todo o banho de efeitos que a versão "original" leva.

Para ser mais exato, música é sentimento, sempre foi e é o que sempre vai representar. Sentimentos de todas as formas e tamanhos, e das mais varias situações. E qual seria então a melhor forma de entender tudo isso se não trazendo-a para si da forma mais crua disponivel?

Um comentário:

  1. Houve um tempo que os músicos reclamavam da distribuição gratuitas de suas obras. Com a modernidade eles perceberam que era inútil relutar e inteligente foram os primeiros que trouxeram para sim o uso da distribuição deste material na rede. Hoje nós sabemos que muito do dinheiro que eles recebem vem dos seus shows tanto que boa parte dos artistas abandonaram o disco físico.

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