sexta-feira, 21 de novembro de 2014

The Beatles e as musiquinhas sobre o amor



É só uma estimativa, mas não seria exagero dizer que mais de 90% das musicas do quarteto de Liverpool falam de amor, de relacionamentos, de amor, da vida, de amor, de garotas bonitas, de amigos, e com certeza de amor. É só ouvir um álbum e constatar. A palavra "love" já foi repetida em toda a discografia dos Beatles mais de 600 vezes. É muito amor naquelas franjinhas.

Ah, quem nunca parou pra ouvir essas músicas em algum momento? Ou em muitos? Esse tipo de música, não só a dos Beatles, tem muito espaço na vida das pessoas. Elas aparecem em muitos contextos, e tem muitos públicos, mas no final tem algo em comum: a necessidade por esse sentimento, de caracterizá-lo, ou em alguns caso, até de senti-lo. Porém, esses garotos tinham um aspecto diferencial, o pioneirismo. Não tinha muita coisa como a deles naquela época, não daquela forma, e não com aquela explosão.

Claro, há um outro as aspecto para todo o sucesso. A indústria, aquela vizinha chata da arte que está sempre ali incomodando, também vem encher o saco aqui. Sim, os Beatles eram um produto, suas músicas eram um produto, que deixou MUITA gente rica. Muito daquilo, e isso se aplica em muitas outras bandas, foi moldado para vender. É, isso tira um pouco da magia da coisa.

Mas isso não muda o sentimento por traz da música. Não deixa de ser arte, e por que deixaria? A arte surge do significado, e nesse caso, do significado para o publico, do significado individual que cada um vê no que ouve. Quando a música sai do papel, sai do estúdio, e sai das caixas de som, e vai para as pessoas, esta cumprindo seu papel. Mesmo que parte do amor dos Beatles seja de mentirinha, se o que existe nas pessoas for real, o resto não importa muito.

Afinal, nada é perfeito, e aspectos como esse tem de ser reconhecidos, mesmo por um fã (sem ser um babaca). Existe muita coisa por trás da musica, sempre tem. Muita historia, muitas pessoas, muito dinheiro, muita influência, e tudo tem de ser considerado, antes de taxar algo como bom ou ruim. E analisando dessa forma, tem muita coisa ruim ali, é triste admitir isso (indústria, sua safada).

Entretanto, não é certo generalizar. Tirando toda essa sujeira, ainda há brilho. Da pra vomitar ouvindo "Ob-La-Di, Ob-La-Da", e ainda chorar com "Eleanor Rigby", ou sorrir com "In My Life". A arte subsiste, então apesar de manter o olhar critico, não vamos esquece-la. Talvez seja verdade no final, e apesar de tudo, all you need is love, and love is all you need!



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