terça-feira, 25 de novembro de 2014

Brincadeiras e outras coisas da minha época de escola

"É na época da escola na qual muitas vezes formamos o nosso caráter." 


Esses dias eu estava jantando na casa da minha namorada e estávamos comentando sobre o período escolar de cada um e foi possível perceber o quanto as coisas mudam de um tempo para outro. 

Minha namorada não é tão mais nova do que eu, mas as atitudes que ela tinha em sua época e as brincadeiras que ela fazia era muito diferente das minhas levando em consideração coisa de um pouco menos de uma década de diferença. 

Lembro que a palavra bullying não existia e era muito comum uma criança ser chamada de "Tonho da lua" de "Cirilo" e outros nomes que significavam os mais diversos adjetivos.

O que marcou também nessa época foram as brincadeiras que eram as mais "loucas" possíveis e com regras que, com certeza, sua mãe não deixaria que você participasse. Em uma delas, me recordo, da que tinha o nome de "Mão Negra". A regra era simples, não se podia falar palavrão e nem palavra com P, se você falasse, mesmo que sem perceber a porrada rolava solta até a pessoa falar a expressão "Mão Negra".

Acreditava que somente eu e meu grupinho de amigos brincávamos disso, mas depois de uma rápida pesquisa na internet encontrei diversos boatos dessa mesma brincadeira com variações de acordo com cada região.

Havia outra brincadeira que através de uma lista de palavras e algumas contagens era possível prever a idade, com quem e onde você casaria. Não me recordo muito bem como funcionava, mas a imagem abaixo representa bem a brincadeira. 


Após uma contagem, que tinha uma regra que eu não me lembro como funcionava, era excluído os nomes até sobrar apenas 1. Nesse exemplo que dei, eu casaria com 21 anos e teria três opções de esposa e três opções de lugar para passar a lua de mel. 

Continuando essa linha de brincadeiras que fazíamos em folha de caderno, havia uma que relacionava as atitudes que tínhamos ao comer uma singela laranja com a atitude que teríamos com uma determinada pessoa. Essa era bem capciosa e surgia frases e palavras do tipo "chupava", "jogava fora o bagaço", "tirava o caroço", "comia", "lambia" e etc. Agora imagine esses termos relacionado a menina que você gostava. Éramos inocentes, mas nem tanto. ( haha) 





Brincávamos também do "jogo do assassino" ou "killer". Era muito simples, reuníamos um determinado número de pessoas pegávamos uma folha de papel e escrevia os termos "vítima", "detetive" e "ladrão". Os papeis eram embaralhados e entregues um a um para cada criança e de acordo com o que você tirou, você tinha uma função na brincadeira. O ladrão tinha que "matar" as vítimas através de uma piscada de olho discreta, enquanto a vítima por sua vez dizia que morreu. Ao detetive cabia descobrir quem era o assassino da rodada e capturá-lo com a frase: "Preso em nome da lei!". Umas das ótima brincadeiras da minha infância escolar. 




Em uma época atual em que as crianças preferem o videogame ou os joguinhos de celular é muito bom recordar o que fazíamos para nos divertir usando a simplicidade. 

Vou ficando por aqui, mas deixe nos comentários quais brincadeiras escolares eram moda no seu tempo ou, se você é da atualidade, nos conte do que você anda brincando e enriqueça essa postagem. Abraços. 


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