terça-feira, 16 de setembro de 2014

A "segunda lua" da Terra



Antes de você questionar e dizer "como assim uma segunda lua?", peço muita calma para que vocês possam entender melhor. A música da Cássia Eller fala de um segundo Sol, agora segunda Lua, é uma novidade para muitos.

Acredito que é de conhecimento de todos que muitos planetas em nosso Sistema Solar têm mais de uma lua. Marte, por exemplo, tem duas luas, enquanto Júpiter tem 67, Saturno tem 62, Urano tem 27, Netuno tem 14 e nosso planetinha somente 1. 

Essa "tal" segunda lua que eu me refiro não é bem uma Lua. O que acontece é que existem também corpos celestes menores chamados de “quase-luas”, que podem acompanhar o nosso planeta ou cruzar a nossa órbita em torno do Sol.

O quasi-satélite 3753 Cruithne

Os quasi-satélites (quasi mesmo, com “i”) são objetos em uma configuração co-orbital com a Terra (ou com outro planeta). Ou seja, eles orbitam o Sol, levando exatamente o mesmo tempo que a órbita da Terra, mas a forma com que eles fazem isso é um pouco diferente.

O mais famoso quasi-satélite de nosso tempo — e que você pode ter ouvido por aí como uma segunda lua da Terra — é o 3753 Cruithne. Este objeto tem cinco quilômetros de diâmetro. Na verdade, ele é um asteroide que orbita o Sol, cruzando a órbita da Terra.




Os astrônomos descobriram o Cruithne em 1986, mas só em 1997 foi descoberta a sua órbita complexa. Ele não é uma segunda lua; apenas co-orbita o Sol com a Terra. O Cruithne tem certa interação gravitacional com o nosso planeta e nos acompanha em cada volta ao redor do Sol, mas com uma órbita do tipo “ferradura” quando observada da Terra.




A Terra possui também luas temporárias. m março de 2012, os astrônomos da Universidade de Cornell publicaram o resultado de um estudo que sugeriu que os asteroides que orbitam o sol podem se tornar temporariamente satélites naturais da Terra.

De fato, eles disseram que a Terra tem geralmente mais de um satélite temporário chamados de míni-luas. Mas eles ficam apenas alguns períodos e se libertam da gravidade da Terra apenas para ser imediatamente recapturados pela órbita ao redor do sol, tornando-se um asteroide novamente.

Fonte: EarthSky e Megacurioso




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