sexta-feira, 26 de setembro de 2014

10 fatos sobre escolas ao longo da história

Hoje, a educação é altamente regulamentada em vários países. Há alguns objetivos que os alunos devem alcançar, seja ele através de testes ou através da avaliação diária. Porém, nem sempre o modelo que conhecemos de escola foi assim.

De fatos absurdos a situações que ainda hoje é servida como modelo que este blog, em mais uma postagem especial, lhe apresenta 10 fatos sobre as escolas e a educação que certamente vai fazer você ficar feliz por tudo ter mudado desde então. Acompanhe:

10 - St. Augustinho e as Primeiras Escolas Britânicas




O modelo que conhecemos de escola hoje, liderada pela figura do professor e sendo lugar de aprendizagem moderna surgiu na Grã-Bretanha por volta do ano de 597. Elas foram fundadas por Santo Agostinho, por isso elas eram de natureza religiosa.
O principal objetivo das primeiras escolas era ter certeza de que as pessoas fossem educadas para liderar uma congregação em oração e canção. Ou seja, Santo Agostinho fundou dois tipos diferentes de escolas: a escola de música e a escola de gramática.
Na escola de música, era tudo muito bonito, era um lugar onde os não-clérigos eram enviados  para aprender todas as músicas que eles precisavam saber para cantar no coro. Na de gramática, por outro lado, não era igual das que conhecemos agora. Naquele tempo, primeiro se ensinava latim ao clero e posteriormente foi expandido para incluir ao ensino uma variedade de temas, como a lógica, a astronomia e a música, para não apenas clérigos, mas também para os trabalhadores civis.
Um dos maiores problemas que as escolas e seus superintendentes cristãos enfrentaram na época, era ensinar o clero a ler.

9- A Punição Corporal




O apoio ao castigo corporal é mencionado na Bíblia em Provérbios 29:15 - "A vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe."
Essa passagem era algo que Thomas Hopley acreditava e levou ao pé da letra quando castigou seu aluno até a morte em 1860.
Reginald Channell Cancellor era um estudante em Eastbourne que foi encontrado morto em sua cama em uma determinada manhã. Estava completamente vestido e seu professor afirmou que ele havia sofrido um ataque cardíaco no meio da noite, fazendo um enterro às pressas.
Porém a história começou a vir à tona quando servos afirmaram ter ouvido gritos e quando viram lençóis cobertos de sangue sendo retirados do quarto. Em vez de declarar a morte acidental, os médicos olharam ainda mais e descobriram que o menino tinha sido espancado de tal maneira que suas pernas tinham sido reduzidos a "geléia".
O testemunhos dos funcionários apontou para Hopley como um suspeito. Descobriu-se então que ele havia passado várias horas durante a noite batendo no menino e depois sua esposa tentou encobrir a bagunça.
De acordo com o depoimento de Hopley, ele estava cansado da preguiça do menino que custava a aprender e aplicou o que ele chamou de "castigo razoável", reforçado pela ideia de que o próprio pai de Cancellor havia autorizado qualquer coisa para o menino cooperar com a escola. Porém nada disso foi suficiente e Hopley foi considerado culpado e condenado a quatro anos de prisão.
Essa sentença, estabeleceu um precedente que iria durar mais um século que dizia que era aceitável usar castigo físico, porém de forma moderada.

8 - Os Meninos da Casa Branca




Em 1900 foi aberto um reformatório na Florida. Desde sua criação e principalmente nas décadas de 50 e 60 a escola foi rodeada de histórias terríveis de abuso. Ex residentes se lembram dos espancamentos que sofriam, das agressões e de até morte quando as punições iam longe demais.
De acordo com registros da escola, 31 estudantes morreram durante a sua estadia no reformatório. Mas depois que a escola fechou em 2011, apos uma escavação foram encontrados 55 corpos enterrados no local. Muitos nunca foram identificados e os restos mortais foram enviados para testes de DNA.
Em 2009, um grupo de sobreviventes da escola denominados "meninos da casa branca" entraram com uma ação coletiva contra o Estado por negligência enfrentando alguns dos homens que haviam praticado os abusos. Porém os homens mentiram e o processo falhou.

7 - Aprendizagens Medievais




O trabalho era muito mais importante do que a educação formal, na Idade Média, portanto, as crianças e os adolescentes eram frequentemente enviados para serem aprendizes de comerciantes. Era uma espécie de escola de formação profissional medieval, só que os estudantes não podiam escolher o curso que iriam frequentar.
O contrato entre o aprendiz e o seu mestre, muitas vezes se destacava por ser um relacionamento bastante unilateral, detalhando somente como o mestre iria ensinar o aprendiz e fornecer-lhe comida, e o aprendiz por sua vez, não discutiria, nem mentiria, nem roubaria, nem sairia sem permissão, ou procuraria por melhores salários em outros lugares. Porém havia também uma certa dose de disciplina abusiva que fazia sempre serem questionados como os metres poderiam tratar melhor seus aprendizes.
Inúmeras cartas que foram escritas entre pais e filhos ainda existem, e dão muitos detalhes de uma vida sombria onde as crianças relatam que eles não passavam de escravos, e que realmente não aprendiam qualquer coisa, mas sim eram forçados a outras tarefas domésticas. Muitos temiam serem expostos às pragas, enquanto outros relataram casos de estupro e outras formas extremas de abuso.

6 - A Escola Nazista de Educação




A educação nas escolas foram de extrema importância na Alemanha Nazista. Quando Bernhard Rust foi nomeado Ministro da Educação, ele reformulou grande parte do sistema educacional. Não era de surpreender que, com essa reformulação, veio uma mudança imparcial na aprendizagem visando a propaganda nazista.
Livros didáticos foram reescritos, enfatizando e colocando ideais nazistas a tal ponto que até mesmo livros ilustrados foram reescritos para se certificar de que o mais novos crescessem pensando que estava tudo bem em odiar os judeus.
Livros de biologia foram escritos para ensinar aos alunos as diferenças físicas entre a raça ariana e as outras raças, menores. A Matemática foi ensinada em um contexto militar, e havia limites estritos impostos sobre as universidades quanto ao número de alunos do sexo feminino que eles poderiam admitir.
Foi formada uma Associação de Professores Nazistas e quem era judeu era demitido do cargo. Os que ficavam, eram vigiados para saberem como que tratavam os alunos e se o currículo era aceito ou se havia alguma contradição sobre as doutrinas nazistas. Praticamente as escolas mudaram em todos os aspectos.

5 - As Controvérsias das Férias de Verão




As férias de verão é algo muito recente, foi somente no final do século XIX que as escolas foram formalizadas, monitoradas e submetidas a um regulamento nos Estados Unidos e com esse regulamento veio também as férias de verão.
Como as pessoas nunca estão satisfeitas com nada, houve uma certa controvérsia sobre ter ou não ter as férias e se eram realmente uma coisa boa. Devido a muitas variáveis, é difícil termos certeza se é algo bom ou ruim.
Em alguns casos, pesquisas dizem que o atendimento durante todo o ano faz uma diferença enorme para os alunos que tem mais dificuldade, mas um outro estudo que contou com 345 mil estudantes da Carolina do Norte mostrou que não houve diferença real nas notas entre aqueles que tiveram seus verões livres e aqueles que estudaram durante todo o ano.
Uma das maiores preocupações é a ruptura de aula no período do verão que leva os estudantes a esquecerem muito do que aprenderam, o que significa que há uma enorme quantidade de tempo perdido a ser gasto nas escolas.

4 - Escola de Gladiadores




Quando as pessoas pensam em Gladiadores, logo relacionam a Roma. No entanto, eles não eram somente populares em Roma, como afirma uma recente descoberta de uma escola de gladiadores na Áustria.
A instituição que abrigava pouco mais de 80 pessoas, era nada mais nada menos do que uma espécie de escola prisão. Um complexo que foi claramente projetado para treinar gladiadores durante todo o ano e ainda tinha os pisos aquecidos para se praticar inclusive no inverno.
Quando não estavam treinando no pátio principal, os gladiadores tinham acesso a uma espécie de casa de banho para ficarem confinados.
Entre outras curiosidades, a escola possuía também um cemitério, embora o ponto forte do gladiador era lutar para não morrer.

3 - Tiros na Escola de Altona



A violência nas escolas não é nada novo. Há muitos casos documentados de alunos que levaram armas para a escola e de usa-las em pleno século XVI. Infelizmente massacres em escolas viraram marcas sangrentas no panorama escolar. 
Há um exemplo particularmente ímpar de uma história de violência escolar cheia de contradições, mortes e um improvável perdão. Em 9 de Outubro de 1902 uma professora em Altona região do Canadá atirou em vários colegas de trabalho antes de voltar para a sala de aula. Na sala escolheu três jovens que pertenciam a famílias que lhe irritavam e de alguma forma atirou nos três também. Estranhamente o caso não repercutiu na imprensa da época. 

2 - Ladies Steamboat



No início de 1900, a ideia de mulheres em um ambiente universitário era algo novo para alguns, estranho para outros e absolutamente horrível para todo mundo. Um professor da Universidade de Oxford chamado John William Burgon chegou a dizer que a mulher era inferior perante a Deus. Apesar do ocorrido, mais e mais pessoas começaram a ficar abertos a ideia de mulheres na escola, porém entre 1904 e 1907 os votos populares nas Universidades de Oxford e Cambridge não permitiam que mulheres ganhassem títulos mesmo que tivessem concluídos os mesmos trabalhos do que os alunos do sexo masculino.
Mas, durante um período de três anos mais de 700 mulheres conhecidas como Ladies Steamboat entravam em um barco a vapor e se dirigiam para o Trinity College em Dublin. Embora soubessem que a sociedade não deixariam elas terem o diploma, a universidade lhe concedeu os diplomas a essas mulheres que enfrentavam uma viagem longa. Muitas dessas mulheres continuaram e conseguiram alcançar a fama.

1 -  A Palmatória 



Os castigos corporais não é algo inédito neste artigo, mas na Escócia muitos dos professores tinham uma arma preferida para disciplinar no século XX. A arma era chamada de tawse que era uma espécie de palmatória feita de um longo pedaço de couro e que tinha três divisões no final, uma espécie de cílios. Muitos professores da época solicitavam os modelos que tinham formas mais arredondadas nas pontas para evitar tirar qualquer tipo de sangue da criança.
Havia até orientações para o seu uso, que era de exclusividade para apenas crimes considerados graves e que as meninas não poderiam ser atingidas, e os alunos deveriam ter um aviso verbal antes de receber uma surra. O mais bizarro era que o uso do tawse era feito de forma legalizada nas escolas do Reino Unido e só foi tornada ilegal nas escolas particulares somente no ano de 1998.


Ainda bem que muitas das coisas relatadas aqui não são mais usadas.

Fonte - listverse


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