terça-feira, 26 de agosto de 2014

Cent'Anni, Palmeiras!

O menino (ragazzo) e a menina (ragazza) que não sabem se comemoram, ou discutem um momento tão histórico, e crítico, na vida do Palmeiras. Um pouco da esperança e da cobrança, que nunca deixaram - e não vão deixar - de ser duas das principais características de todo palestrino.

- Dio Mio! Cazzo! É festa ragazza, vamos comemorar nostros "cem anos de história, de lutas e de glórias". Você viu? Cent'Anni, Palmeiras (Cem anos, Palmeiras). Justa homenagem feita em nostra grandiosa Arena, a mais moderna da América Latina. Que orgulho! Erguida no mesmo lugar do sagrado Parque Antártica. Dio! Este coração não vai aguentar ver um clássico naquela maravilha...

- Mas ragazzo, esto é preocupante! E esta história de que o estádio não é "nostro"? Vamos demorar 30 anos para ter ele todo para nós? E este time então? Dio!

- Non ragazza. Hoje é dia de comemorar! Suamos para passar o centenário fora da zona, é verdade. Mas você não viu a Turiassu como está? Que festa linda. Que torcida!

- Ragazzo... non se iluda com estas festas e eventos maravilhosos que esta diretoria problemática fazem. Troco nostros cem anos para voltar a ser temido, pois ultimamente só passamos respeito e olhe lá. Não se tem mais medo de enfrentar o Palestra e ser goleado, seja por Heitor, por Ademir, por Evair... por Henrique.

- A ragazza, nem me lembre! Que fase esplêndida... Que jogadores. Mas esse Henrique non dá. Mas agora com a Arena, vamos voltar a ser campeão do século de novo. Cansei de surtar com esta diretoria, que non me monta um time decente!

- É ragazzo, é duríssimo! Mas vamos mesmo aproveitar ao menos esta data para lembrar do que foi bom. E é tanta coisa que quase não cabe na memória...


- Ragazza... A arrancada... Que momento. O Palestra Itália mudava de nome para Palmeiras por causa da segunda guerra mundial. Seguindo conselhos de um membro do exército que era torcedor do Palestra, entrou no Pacaembu liderado pelo lendário goleiro Oberdan Catani, segurando a bandeira do Brasil. O jogo era decisivo, e ganhamos de 3 a 1 do São Paulo. Nascemos campeões, com os adversários abandonando o campo após o juiz assinalar o pênalti que poderia sair o quarto gol.


- Ragazzo, e esta foto então. Nada melhor para representar as duas academias, o único time capaz de parar Pelé e cia. Representamos a Seleção Brasileira na inauguração do Mineirão, e vencemos o Uruguai, uma grande seleção na época.

- Ragazza... este non foi o estádio onde nostro papi Felipão, vencedor de Libertadores e Copa do Brasil, levou de 7?

- Sim... foi este. Mas isso fica para outro post. E dessa foto, você lembra ragazzo?


- Como esquecer ragazza. "Em 93, nós ganhamos o Paulistão..." Quebramos o tabu logo contra o Corinthians. Incrível. Fantástico. O time da fábrica de leite da saudade... Teve a Libertadores ainda, essa aí de baixo.


- Nostro maior título... nada a declarar non é ragazzo?

- Dio! Ali nascia não um "Dio", nascia um Santo. Marcos. Cazzo! Maior título sim, mas tem a Copa Rio de 51 também...

O menino e a menina param. Se deliciam como qualquer palmeirense merece fazer quando se lembra das boas épocas. Em que os rivais temiam. Em que os torcedores eram insuportáveis de tanto ganhar. Quase que em uma outra dimensão, os garotos são despertados do êxtase com os dias sombrios de dois rebaixamentos.

Entre as duas idas ao inferno, apenas um Campeonato Paulista (que já não é uma competição tão gigante quanto em outras épocas) em 2008, e uma Copa do Brasil (minimizada por um rebaixamento no mesmo ano, 2012). E para vocês, leitores, deixo aqui o momento que mais emocionou um palmeirense nascido em setembro de 1994. Que viu a Libertadores com apenas 4 anos, sem saber sua verdadeira dimensão. Então, considero este, o momento mais marcante da Sociedade Esportiva Palmeiras em minha vida, aquele que me arrepio toda vez que vejo (com esta narração em específico).




É um ótimo momento, disso não tenho dúvidas. Mas espero poder substituí-lo em minha memória... Avanti!


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