quarta-feira, 16 de julho de 2014

Ensaio sobre a cegueira [do futebol]




O VEXAME HISTÓRICO (destacando "vexame" e "histórico", para não dar a mínima aceitação ao discurso de que foi um simples apagão) sofrido na goleada de 7 a 1 para a Alemanha deixou escancarado a necessidade de uma mudança na organização do nosso futebol e da nossa querida CBF. Uma mudança imediata e urgente.

Assim como na obra de Saramago, o que vemos é uma cegueira generalizada que se instalou na CBF, nas federações estaduais e em todos os cartolas do futebol brasileiro. A esperança de uma mudança, como a que ocorreu no futebol alemão a partir da virada do milênio, é praticamente nula.

A cegueira e teimosia da corja de Marin e Teixeira contaminou, aos poucos, todos os cantos do Brasil. A "doença" se instalou uma a uma, nas federações estaduais. Breves lampejos de algo que poderia estar mudando surgiu com o Clube dos 13, mas logo se viu que a organização seria a próxima "infectada".

As finais consecutivas das Copas de 1994, 98 e 2002, a mudança do sistema de disputa do Campeonato Brasileiro e consecutivos títulos de Copa das Confederações, permitiram que clubes, jogadores, torcedores e até a própria imprensa midiática se submetesse aos cegos da CBF.

Um mandato de 23 anos não pode ser considerado qualquer outra coisa a não ser uma ditadura. E foi esse o incrível tempo que Ricardo Teixeira permaneceu comandando, cego, a organização do esporte mais praticado, amado e visto no país. Mas um ciclo chegou ao fim, mas já que não há ninguém que enxergue por aqui, o cargo ficou para outro cego, José Maria Marin, aquele que roubou medalha e que acaba de dar ao novo prédio da CBF, o seu próprio nome (isso mostra um pouco de sua personalidade). 

Mas algo está prestes a mudar. O futebol brasileiro vem recebendo sinais de que está ficando para trás há algum tempo. Fracassos nas últimas Copas, vexame na última Copa América, e derrotas feias em Mundiais de Clubes. A criação do Bom Senso FC é uma boa aposta, embora um dos seus líderes tenha "abandonado" o barco, o movimento ainda segue, agora com apoio de torcedores e parte da imprensa. Estamos prestes a mudar, mas ainda não mudamos nada! E o pior é que parece que vai demorar um pouco.

Ao contrário da obra de Saramago, não parece existir ninguém que enxergue para guiar o futebol. Não temos esperança de alcançar o fair play fincanceiro, uma boa média de públicos e o fim das dívidas dos clubes. Por enquanto, o resultado disso tudo segue sendo o de 7 a 1.



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