sexta-feira, 18 de julho de 2014

Ensaio sobre a cegueira [da CBF]




Dando continuidade ao Ensaio sobre a cegueira [do futebol], postado recentemente neste mesmo espaço, a CBF mostrou que continua não enxergando, nas trevas. Saramago poderia fazer uma nova edição da obra e mudar o cenário da história, passando pelo prédio da CBF, cujo nome é "José Maria Marin". Gilmar Rinaldi é o próximo personagem a ter contato com Marin e dentro de instantes deverá sofrer com a doença dos cartolas.

Que desastre é essa CBF! Pelo menos até 2019 (quando acaba o mandato de Del Nero), as esperanças se não são zero, são bem próximas disso. Aproveitem os últimos anos em que o Brasil será o único pentacampeão mundial, a Alemanha agradece.

José Maria Marin, anunciou na última quinta-feira, na sede da CBF (que foi batizada por ele com seu próprio nome) o novo coordenador geral de todas as Seleções do Brasil (as de base, principal e feminina): Gilmar Rinaldi.

Muitos que acompanham o futebol apenas assistindo jogos não devem ter conhecimento do nome. Já sabíamos que tudo o que é ruim pode piorar, ainda mais agora, quando um empresário de jogadores é quem assumirá a coordenação das Seleções de base. Alguns jogadores conhecidos que Rinaldi gerenciou a carreira foram: Washington (coração de leão) e Adriano Imperador (esse acabou bem a carreira não?). Atualmente, um dos jogadores de Rinaldi é o meia Danilo, do Corinthians.

Agora coordenador, ele afirmou na sua apresentação que mandou mensagens para seus jogadores de madrugada, avisando que não seria mais agente. Ou seja, o cara era empresário "até ontem", literalmente.

A CBF fez uma coletiva desastrosa, o técnico da Seleção Brasileira sub-20, Alexandre Gallo, passou muito tempo falando, falando... e falando mais. Não dava para entender o que já foi feito, o que está sendo feito e o que ele pretende fazer. Mas se ele falasse mais dois minutos eu acreditaria que é a Alemanha quem faz um mal trabalho na base.

O querido presidente Marin tem a coragem de falar que o trabalho está sendo feito há um ano e seis meses. Quanto tempo! Me parece que o da Alemanha está sendo feito há... 14 anos! Uma jornalista alemã fez o favor de enfatizar isso, e dar um verdadeito "fatality" na mesa onde estavam os dirigentes.

Antes da tragédia terminar, uma pergunta boa: "Rinaldi, você assistiu a Copa como torcedor, o que mais te incomodou no Brasil"? A resposta, PASMEM, foi a seguinte:

- O boné! O que mais me incomodou naquele jogo entre Brasil e Alemanha foi a frase do boné. Deveria estar escrito "força Bernard" e não "força Neymar". Tinha que ser Bernard ou qualquer outro jogador que fosse atuar, temos que dar forçar para quem vai jogar e não para quem vai ficar de fora - essas foram as palavras de Rinaldi.

E ninguém falou de vexame, o novo coordenador, embora seja um empresário que não tenha cometido nenhum desvio ético, se preocupa mais com o boné do que com os 7 a 1 e o baile sofrido. Pode ser um cara gente boa, mas está no cargo errado. No fim das contas, só mudaram as moscas. Rumo ao hexa...



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