quarta-feira, 14 de maio de 2014

Neandertais de smartphones



Ultimamente muitos casos de justiça com as próprias mãos tem sido vistos. O pior, muitos do que sofrem são inocentes. Pior ainda, grande parcela da sociedade apoia os "justiceiros" já que a Justiça não resolve.

Vamos por partes; Concordo que a Justiça nacional é lenta, nosso código antigo. Mas sou totalmente contra atos de linchamento, pois além de ridículos, eles podem acarretar em consequências graves. Chega a ser impressionante aonde o ser humano consegue chegar em momentos de estupidez. E pensar que raciocinamos para cometermos burrices, e não são poucas.

A expressão usada no título é, ao meu ver, reflexo de grande parte da sociedade hoje. Já não é novidade para ninguém, que a tecnologia aumenta, os anos passam, mas os problemas sociais que enfrentamos são os mesmos, desde a Idade Média talvez. É um ciclo onde somente as personagens mudam. Doenças, pobreza, desigualdade de classes, guerras. Nada disso é algo que nunca aconteceu com nossos antepassados.

Qual a diferença entre: Acusar (sem provas) uma mulher inocente de praticar bruxaria em 1430 e queimá-la na fogueira e espancar uma mulher acusada de sequestrar crianças (também sem provas) em 2014?

Torcidas organizadas que brigam ao se encontrar em qualquer praça pública e grupos distintos de Neandertais que também entram em confronto só pelo motivo de terem caminhos cruzados. Diferenças?

Nenhuma! A não ser que no século XXI tudo é registrado por smartphones. Guerras religiosas ocorrem no Oriente Médio assim como ocorriam com as Cruzadas. Se pararmos para pensar, muitos exemplos serão encontrados.

O lado "humano" do homem não evoluiu. O lado social idem. Arrisco a dizer que regredimos. Não se espantem, não é de hoje. Vem ao longo dos tempos e não será essa geração que irá corrigir. Por enquanto, iremos continuar sendo homens das cavernas com o poder de registrar as atrocidades. 

Esses dias conversava com um amigo meu, quando ele me fez uma pergunta: "Me pergunto o que faço em 2014?"


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