terça-feira, 18 de março de 2014

Sem violência, sem termos bélicos!




Penso que, o mínimo para exigirmos o fim da violência no esporte, em especial no futebol, seria o fim do uso de termos bélicos se referindo ao jogo. É normal ouvirmos, escrevermos e lermos palavras muito usadas em guerra para caracterizar jogadas.

O time executou um 'bombardeio'. O 'artilheiro', o 'matador'; a bola 'explodiu' na trave; o jogador soltou uma 'bomba' e o goleiro defendeu.

Parece que não, mas isso já é um incentivo. Se abominamos tanto as guerras e a violência, porque então usar termos próprios de confrontos armados em um esporte tão popular. É flertar com o perigo!

A discussão já se tornou exaustiva. A violência que envolve o futebol é quase um clichê na mídia brasileira. Principalmente após jogos envolvendo torcidas rivais, é só esperar para ficar sabendo de algum ato esdrúxulo das torcidas. Aliás, ultimamente, qualquer torcida é rival da outra, não importa se é do mesmo estado ou cidade.

Os clubes não se esforçam para conter isso. O corte das relações com as organizadas não é a solução. A diminuição de ingressos para uma das torcidas também não. Os confrontos estão indo muito além das praças esportivas, já virou uma questão social. Não tem como a policia fiscalizar tudo.

O caso mais recente é o da morte do torcedor santista, espancado na Zona Leste por torcedores do São Paulo a noite. O jogo entre as equipes foi a tarde, no Morumbi, do outro lado da capital paulista. Tudo o que podemos fazer hoje é andar sem identificação clubística e torcer para que vândalos não impliquem com você.

Matar por futebol, quanta bobeira. A revolta nos toma e já não nos surpreendemos mais, infelizmente. Eu não tenho soluções para acabar com essa brutalidade. Mudança nas leis, justiça mais rigorosa e mais rápida? Talvez, um pouco de inteligência à esses bandos também. Você tem soluções? Deixe nos comentários.

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