quarta-feira, 12 de março de 2014

A parte mais cara da mulher está na cara: A lágrima



Quando a mulher começa a chorar não há dinheiro que chegue para fazê-la parar. Não adianta oferecer lenço, não adianta oferecer conselho; O homem experiente sabe perfeitamente que o talão de cheques é o único mata borrão capaz de secar seus olhos, e mal acaba de assinar o nome, já a mulher está sorrindo. Mas o pior não é isso; É que a mulher chora sob qualquer pretexto - porque até a falta de pretexto é pretexto para a mulher chorar. Conclui-se, portanto, que a mulher chorando é cheque ao portador, daí a expressão de que a mulher custa "rios de dinheiro". Um homem pode perfeitamente dizer que vive com a sua mulher há dezenas de litros...

Quando se pergunta à mulher por que motivo está chorando, nem ela mesma sabe, mas se lhe perguntam o que ela quer para parar de chorar, isso ela sabe. Difícil, se não impossível, é descobrir a verdadeira razão das suas lágrimas; Nem mesmo Freud se aventura a tanto, que ele não era bobo de cair no ridículo. De fato, o assunto é demasiadamente complexo: mulher chora quando está sozinha, chora quando está acompanhada, chora quando tem filho -  se é menino chora porque queria menina; Se é menina chora porque queria menino.

Mulher não tem mais o que inventar para chorar: tira fotografia e chora porque saiu feia; Quando folheia o álbum de recordações, chora com saudades do tempo em que era bonita. 

No lar, então, nem se fala: se o marido não vem jantar, chora porque tem de jantar sozinha; Se o marido vem, chora porque tem de cozinhar. Se o marido quer sair, chora porque quer ficar em casa; Se o marido quer ficar em casa, chora porque quer sair. Se o marido a leva ao teatro, chora porque queria ir para o cinema; Se a leva ao cinema, chora porque o filme é triste, e quando o filme é alegre, chora porque queria que fosse um filme triste.

Para o choro da mulher só há mesmo uma solução: Assim como já existe o Banco de Sangue, devia haver também o Banco de Lágrimas: o marido faria o depósito em dinheiro e a mulher sacaria com lágrimas. Era só chegar no balcão e abrir o berreiro.

Fonte: O homem ao quadrado - Leon Eliachar - LIVRARIA FRANCISCO ALVES, Editora S.A, p 145 


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